Paula Fernandes sobre a música romântica: “Amor nunca sai de moda”
A cantora se apresenta, em Brasília, no projeto Viola de Ouro, ao lado de Almir Sater
atualizado
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Ao lado de Almir Sater, Paula Fernandes faz o show Viola de Ouro em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no dia 17 de agosto. As duas gerações da música caipira apresentam reportório composto por clássicos de suas carreiras.
Recentemente, Paula Fernandes enfrentou notícias negativas sobre sua carreira. O nome da artista apareceu em diversas polêmicas, como as críticas recebidas por Juntos, o lançamento de Origens, a ausência de Luan Santana em seu novo DVD e o suposto “veto” em show do projeto Amigos. As notícias quase ofuscaram o lançamento de seu disco Origens. Mesmo assim, a cantora segue apostando em seu estilo romântico: “O amor nunca vai sair de moda”.
Antes de chegar a Brasília, Paula Fernandes conversou com o Metrópoles: na pauta, a música romântica, o trabalho com Almir Sater e, é claro, a repercussão da faixa Juntos (e Shallow Now).
Você vai se apresentar ao lado de Almir Sater, um dos maiores representantes da música sertaneja brasileira. Como é cantar e estar junto desse ícone da MPB e do sertanejo?
Nossa! É um prazer e honra enormes. Almir é um ícone para todos os cantores, independentemente do estilo musical. Para mim, que canto sertanejo também, é um exemplo ainda maior. Já tive o grande prazer de interpretar com o Almir as músicas Jeito de Mato e Pedaço de Chão. [Em Brasília] será um reencontro maravilhoso.
Você representa um estilo mais romântico da música sertaneja. Acha que esse gênero/estilo ainda tem espaço?
Eu tenho certeza! O amor nunca vai sair de moda, sempre vai ter lugar para o romance: afinal, teremos pessoas começando e terminando relacionamentos e se identificando com as músicas românticas.

No novo trabalho, você mistura balada do sertanejo com melodias acústicas. De onde veio essa inspiração?
O violão faz parte da minha vida, estou sempre com ele compondo… então, é impossível abandonar esse lado acústico que está em minhas veias. Mas também queremos ter um show animado, onde as pessoas possam dançar e se divertir.
Você, recentemente, gravou Shallow. A internet implicou com o refrão “juntos e shallow now”. Como foi lidar com essa repercussão?
Para ser bem sincera, eu me diverti bastante com os memes. Claro que desde que escrevi a música sabia que teriam alguns questionamentos sobre essa parte, mas quis manter uma parte da música original. Primeiro, porque facilitaria para as pessoas cantarem e fazerem a ligação com a faixa da Lady Gaga. Segundo, porque seria uma forma de celebrar esse sucesso ganhador de Oscar.
Você acabou de gravar o DVD Origens em Sete Lagos. Como surgiu a ideia de fazer esse passeio visual pela carreira e por que neste momento?
Eu sempre quis prestigiar minha cidade natal de alguma forma. Lá, tive meus primeiros fãs e apoiadores. Hoje, vivo um momento em que estou muito mais segura de mim, do meu trabalho, retornando, sim, para minhas origens, mas com uma proposta totalmente nova, uma Paula Fernandes repaginada.
Por isso, quis que meu primeiro palco, os primeiros a verem esse meu novo eu fossem meus conterrâneos e primeiros fãs. Foi maravilhoso gravar lá e sentir a energia da minha terra, agora estou preparada para levar essa turnê para o Brasil todo.
Viola de Ouro – In Concert: Almir Sater e Paula Fernandes
Em 17 de agosto (sábado), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, às 21h. Ingressos a partir de R$ 100 (meia-entrada). À venda on-line














