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O ano de 2017 é importante para o jazz. Um dos mais populares filmes da temporada, “La La Land”, celebra o ritmo. No Distrito Federal, o gênero diversificou seu foco. Antes associado a uma cena mais cult, a música chegou às ruas e tornou-se elemento crucial de nova cena cultural da cidade.

Jovens (admiradores e músicos) viraram maioria nos eventos de jazz espalhados pelas ruas de Brasília. Em becos do Plano Piloto, artistas apresentam o som para plateias diversificadas, gratuitamente. O resultado é que o ritmo conquistou espaço na programação da capital. O sucesso, então, animou produtores culturais.

Um deles é Gustavo Frade, idealizador do Buraco do Jazz. Inspirado no que viveu na Europa, o agitador decidiu ocupar as ruas da cidade por meio da música. A partir desta quarta-feira (23/8), ele integra a programação do Cena Contemporânea, com apresentações sempre a partir das 18h30, no Museu Nacional Honestino Guimarães. A programação segue até este domingo (27) — confira a lista de shows aqui.

O Buraco do Jazz começou no Eixinho, na altura da 214 Sul. Aos poucos, caiu no gosto dos brasilienses e foi crescendo — a ponto de não caber mais no espaço. A cantora brasiliense Clara Telles, 25 anos, vai sempre aos eventos. “Estamos de braços abertos para receber todo mundo que queira abraçar o estilo”, diz.

Mais música
A 2º edição do Cerrado Jazz Festival ocorre nesta sexta (25), sábado (26) e domingo (27), na área externa da Funarte. O encontro reúne músicos nacionais e internacionais, em shows gratuitos.

O homenageado desta edição é Raul de Souza, reconhecido mundialmente pela criação de um tipo original de trombone: o Souzabone. “Nós queremos que o festival entre para o calendário do Distrito Federal e chegue a outras cidades satélites, pois é fundamental descentralizar os eventos e sair do Plano Piloto”, explica Lorena Oliveira, curadora do festival. Confira a programação completa aqui.

 

 

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