Harry Styles discute novo álbum: “É sobre sexo e se sentir triste”

O cantor contou um pouco sobre seu processo criativo, defende suas fãs e ainda explora a dor que sentiu em um término recente

Kevin Mazur/Getty Images for HS

atualizado 26/08/2019 21:19

A Rolling Stone publicou, nesta segunda-feira (26/08/2019), um extenso perfil sobre Harry Styles o it boy do momento. Nele, o cantor discutiu a fase de One Direction, a fama, sexualidade, alucinógenos e, é claro, seu novo álbum.

Harry Styles ficou famoso aos 16 anos, quando foi um dos jovens músicos selecionados para fazer parte da banda One Direction, junto com Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan e Zayn Malik. Juntos, eles criaram uma revolução de boy bands mundial, com três dos maiores álbuns pop dos últimos anos (Midnight Memories, Four e Made in the A.M.). Infelizmente, o grupo entrou em hiato no ano de 2015.

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One Direction

Harry lembra-se da época com carinho: “Quando alguém sai de uma banda, eles dizem: ‘Aquilo não era eu. Eu estava sendo impedido’. Mas aquilo era eu. E não acho que estava sendo impedido de jeito nenhum. Foi tão divertido. Se eu não gostasse, não teria feito [parte da banda]”, explicou o cantor.

Styles ainda conta que está aberto à ideia de fazer uma reunião com os integrantes. “Se houver uma época que nós realmente queremos fazer [a reunião], seria o momento certo.” No entanto, fãs de Harry sabem que o jovem não precisa daquela produção toda para fazer sucesso, tanto que agora produz os álbuns com um time curado por ele mesmo.

O novo álbum

Sobre o novo álbum, o artista deixa tudo bem claro e é direto: “É tudo sobre fazer sexo e se sentir triste”.

Ao longo da entrevista, Rob Sheffield explora a vida artística de Harry. Eles discutem os alucinógenos que o cantor tomou antes de fazer um de seus álbuns: “Tomei muitos cogumelos aqui”, lembra o cantor no estúdio de Shangri-La, em Malibu, Califórnia.

O inglês explicou que, enquanto eles estavam produzindo seu álbum anterior, a banda comia cogumelos, deitava na grama e escutava Ram, disco de Paul McCartney, sob o sol. Ele ainda fez questão de apontar para um canto especial do estúdio: “Foi lá que eu estava quando, enquanto usava cogumelos, eu mordi fora a ponta da minha língua. Então, eu estava tentando cantar com um monte de sangue saindo da minha boca. Tantas memórias boas neste lugar”, conta o cantor.

Tom Hull, também conhecido como Kid Harpoon, um dos principais colaboradores do álbum, conta que, após um término de namoro que Harry experienciou, o jovem estava muito abalado.

“Mas eu falei para ele aquela famosa citação do Iggy Pop: ‘Eu só namoro mulheres que vão foder com a minha vida, porque é aí que estão as músicas’.”, explicou Hull. “Eu afirmei: ‘Você tem 24, 25 anos, você está na categoria de solteirão desejável. Namore mulheres, homens – que seja – incríveis, que vão foder com sua vida, e explore e tenha uma aventura e deixe que tudo isso te afete e escreva canções sobre essas coisas’.”

O cantor ainda revela que estava escutando incessantemente o álbum Blue (1971), de Joni Mitchell, e ouvindo o dulcimer. Então, ele procurou a mulher que construiu os dulcimers de Joni nos anos 1960, e ela o ensinou a tocar o instrumento – que, é claro, está presente no novo álbum.

As fãs

As fãs de Harry Styles são fervorosas, e o cantor conta que nunca teve de fingir amar sua base de fãs – majoritariamente feminina. “Elas são as mais honestas, especialmente se você estiver falando de garotas adolescentes, mas mais velhas também”, avalia o cantor.

“Elas têm um detector de besteira. Você quer pessoas honestas na sua audiência. Estamos tão longe da narrativa antiquada de ‘Ah, essas pessoas são meninas, então elas não sabem do que estão falando’. Elas são as que sabem do que estão falando. Elas são as pessoas que escutam obsessivamente. Elas são donas da porra toda”, argumentou Styles.

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