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Fafá de Belém é dona de uma das mais expressivas vozes da MPB, segmento que fundamenta seus LPs entre os anos 1970 e início da década seguinte. Alçada à Musa das Diretas em 1984, ela usou da sua “ira santa” em prol da retomada democrática. Naquela mesma década, passou a mesclar no repertório a sofisticação da MPB com temas românticos que caíram no gosto popular. A partir de álbuns como Atrevida (1986), a artista seguiu uma escalada que, a partir do LP Fafá (1989), a consagrou no panteão das mais aclamadas cantoras brasileiras.
Essa artista tão popular não havia feito ainda um show no Circo Voador, comumente associado à cena pop das décadas de 1980 e 1990. Essa falha, digamos assim, foi finalmente reparada – e levou cinco décadas para tanto. Fafá subiu enfim ao palco da casa, no Rio de Janeiro, na noite da última sexta-feira (5/6). A Estrela Radiante encerrou ali a turnê do show com que celebra seus 50 anos de carreira. A escolha foi assertiva: o encerramento, com chave de ouro, resultou em noite consagradora à artista e antológica para ela e seus fãs.
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