Djavan lota Allianz Parque em estreia de turnê dos 50 anos

Com um público plural, de crianças a idosos, cantando as letras na ponta da língua, o artista de 77 anos impressionou São Paulo

atualizado

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Djavan durante a turnê Djavanear 50 anos, nessa sexta-feira (8/5)
1 de 1 Djavan durante a turnê Djavanear 50 anos, nessa sexta-feira (8/5) - Foto: Reprodução/Instagran/@livenationbr

Que o público cantaria cada música em coro não era surpresa. Tampouco que faltaria espaço para dançar: os ingressos para o Allianz Parque se esgotaram rapidamente. Ainda assim, Djavan conseguiu surpreender — e também pareceu surpreso — com a força e a energia da plateia de 45 mil pessoas na estreia da turnê Djavanear 50, que celebra os 50 anos de carreira do artista de 77 anos, na noite dessa sexta-feira (8/5).

 

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Em um repertório recheado de clássicos, Djavan emendou um sucesso atrás do outro ao longo de 26 músicas. Entre danças, sorrisos e interações constantes com o público, o cantor conduziu uma verdadeira celebração da própria trajetória. A canção Sina teve papel especial no espetáculo: abriu e encerrou o show.

Na abertura, a música apareceu em uma versão mais tradicional, marcando o encontro entre artista e plateia em um clima de expectativa pelo que ainda estava por vir. Já no encerramento, Sina ganhou tom catártico após quase três horas de apresentação. Fogos de artifício, chuva de papéis picados e pulos coreografados tomaram conta do palco e do gramado do estádio do Sociedade Esportiva Palmeiras.

A sintonia também ficou evidente entre os fãs. Diversos grupos surgiram uniformizados com camisetas nas cores da bandeira do Brasil, estampando o rosto de Djavan na frente e, nas costas, a frase “Dizem que o amor atrai”, trecho de Samurai, penúltima música do show antes do bis, que ainda contou com a exibição de uma parte de Stevie Wonder gravada.

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“Um menino no palco”

O público foi um destaque à parte. De crianças a idosos, casais apaixonados e pessoas sozinhas, o clima era de sorte e privilégio por encontrar o artista em tão boa forma.

“Ele está um menino no palco! É mágico e hipnotizante vê-lo”, afirmou Joy, de 39 anos. “Eu fiquei com muito medo de não ver o Djavan em vida. Tenho 67 anos e sou completamente apaixonado. E trouxe a minha namorada, também de 67, para vermos juntos”, contou Toninho. “Essa geração que tem se despedido dos palcos, ou apenas comemorado com os fãs a sua jornada, como Gil, Caetano, Bethânia e Milton, são os poetas da música brasileira”, concluiu.

“Nós compramos os ingressos em janeiro e pensamos no show todos os dias”, disse Rosalina.

Mathias, de 11 anos, afirmou que conhece as letras de Djavan desde pequenininho. Ele foi levado ao show pelos tios, Cláudio e Maria, de 43 e 42 anos, que confirmaram o amor e a dedicação do sobrinho. “Ele canta tudo desde sempre. Estava muito ansioso pro dia de hoje”, declarou Cláudio.

Jovem e técnico

Diferente de outros gigantes da música brasileira que também estão fazendo turnês grandes, Djavan não escolheu produções mirabolantes de luzes, telões e fogos durante todo o show, tampouco precisou de uma banda enorme. Ele apostou na voz e nos arranjos que homenageiam as versões clássicas de um repertório todo decorado, de palavra por palavra, de poesia por poesia, por cada um dos 45 mil fãs.

As estripulias ficaram por conta, portanto, das danças do artista, que também é conhecido por isso.

Em dois momentos de grande intimidade com o público, Djavan se aproximou da plateia por uma passarela curta, agachou e chegou a sentar no palco para interpretar O Vento, em uma homenagem à amiga Gal Costa, usando chapéu preto e óculos escuros.

Mais adiante, voltou a emocionar ao sentar em uma cadeira alta na passarela, onde apresentou Meu Bem Querer e Oceano em formato voz e violão, reforçando o clima intimista da apresentação.

Em alguns momentos, Djavan precisou assoar o nariz, mas a voz e a vitalidade não se incomodaram com isso.

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Por que começar na capital paulista?

Depois da segunda música, Eu Te Devoro, ele contou que a turnê não poderia começar em outro local, senão em São Paulo. Afinal, tudo começou aqui.

“Foi no Festival Abertura de 1976, em São Paulo, que o público realmente me conheceu. Boa parte dele, inclusive, está aqui hoje. Muito obrigado!”, falou emocionado e parecendo estar impressionado com o tamanho da multidão à sua frente.

Multidão que, assim que ele foi embora depois de Lilás, clamou para ele voltar, acendendo as luzes dos celulares no estádio escuro.

E ele voltou com mais um momento íntimo, com Um Amor Puro, tocando seu violão e usando outro look. Sim, o estilo também é preciso destacar novamente.

Ele começou o show com um suéter marrom avermelhado, que tirou mais para o final depois de Flor de Lis, ficando de camiseta preta. E, para o bis, voltou com uma camisa branca, estruturada. A calça de alfaiataria cinza e o cinto preto ornando com o sapato preto terminaram de garantir a elegância do artista — outro traço marcante de Djavan.

Pacote completo para a grande comemoração em conjunto. A plateia saiu muito mais do que satisfeita: saiu impressionada. Mas Djavan chega ao segundo show, neste sábado (9/5) também contemplado. O ponta pé para a longa turnê, prevista para terminar, por ora, em dezembro, não podia ser melhor.

Um brinde coletivo.


Confira a setlist completa do primeiro show da turnê Djavanear:

  • Sina;
  • Eu te devoro;
  • Boa noite;
  • Cigano;
  • Nem um dia;
  • Miragem;
  • Linha do equador;
  • Outono;
  • Um brinde;
  • Meu bem querer;
  • Oceano;
  • Lambada de serpente;
  • Azul;
  • Açaí;
  • O vento;
  • Se;
  • Me leve;
  • Pétala;
  • Cerrado;
  • Flor de Lis;
  • Fato Consumado;
  • Quase de manhã;
  • Seduzir;
  • Samurai;
  • Lilás;
  • Bis – Um amor puro;
  • Sina.

Veja o calendário dos próximos show: 

  • São Paulo – 9 de maio;
  • Salvador – 23 de maio;
  • Fortaleza – 30 de maio;
  • Curitiba – 13 de junho;
  • Brasília – 27 de junho;
  • Belo Horizonte – 18 de julho;
  • Rio de Janeiro – 1º, 2 e 8 de agosto;
  • Florianópolis – 29 de agosto;
  • Belém – 24 de outubro;
  • Recife – 31 de outubro;
  • Maceió – 5 de dezembro.

O Metrópoles foi à São Paulo a convite da Live Nation para acompanhar a estreia da turnê Djavanear.

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