“Criar música é um desafio”, diz Tonino Baliardo, do Gipsy Kings

Grupo europeu se apresenta em Brasília em 27 de outubro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães

atualizado

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1 de 1 Gipsy Kings - Metrópoles - Foto: Andrew Chin/Getty Images

Em atividade há 40 anos, a banda Gipsy Kings chega a Brasília em 27 de outubro, em show marcado para acontecer no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Misturando flamenco, salsa, rumba e pop e heranças culturais das famílias Baliardo e Reyes, o grupo traz na bagagem hits como Volare, Bamboléo, Vamos a Bailar, Djobi, Djoba e seu já consagrado cover de Hotel California, música dos Eagles.

Frank Hoensch/Redferns
Os Gipsy Kings: turnê mundial passa pelo Brasil em outubro

 

Em entrevista ao Metrópoles, Tonino Baliardo, membro fundador e principal violonista do grupo, fala sobre processo criativo, revela o que tem ouvido atualmente e dá seus pitacos sobre a era da música por streaming. Para ele, os artistas ainda não têm sido compensados monetariamente como merecem.

Leia entrevista com Tonino Baliardo, do Gipsy Kings:

O que os fãs brasileiros podem esperar desta turnê? Vocês vão tocar músicas novas?

Sim, estamos tocando material novo e também do nosso passado de mais de 30 anos. É realmente uma grande mistura.

Como é combinar estilos tradicionais, como flamenco e rumba Catalã, com música pop? É um desafio articular tradição e novidade?

Criar música, em geral, é um desafio. Mas fazemos o que amamos e procuramos não pensar muito sobre isso. Sempre estamos ouvindo música de todas as partes do mundo. Pegamos isso e filtramos com o que aprendemos com a nossa cultura e nossas influências. É um ótimo jeito de trabalhar.

A banda vem se apresentando e gravando discos desde os anos 1970. O que move a banda e mantém vocês criativos durante todo esse tempo?

Nossos fãs, simplesmente. Eles nos apoiam muito e nos dão a energia para criarmos. Quando estamos em turnê, recebemos de volta o que colocamos para fora.

A banda mistura herança espanhola e francesa. Como isso foi um elemento formador da banda?

Ambas as culturas são muito fortes e estão em tudo que fazemos. Quase nem percebemos isso, mas sempre está lá, com certeza.

O que vocês têm ouvido atualmente?

Nós escutamos flamenco, pop, um pouco de rap, R&B e clássicos. Eu realmente amo jazz, artistas como Miles Davis, Paco de Lucía, Django Reinhardt.

O que a banda pensa dos serviços de música por streaming?

Preferimos ouvir no vinil ou no CD. Mas quando meus filhos colocam algo em meu celular, também escuto por lá. É muito fácil armazenar músicas, o que é ótimo. Eu apenas espero que os artistas sejam propriamente pagos por isso. Infelizmente, a maioria não é compensada e isso pode prejudicar todos no futuro, a não ser que seja modificado. Acho que isso está mudando e se estabelecendo.

Gipsy Kings – World Tour 2018
Sábado (27 de outubro), às 21h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Ingressos (preços de meia-entrada): de R$ 150 (poltrona superior) a R$ 400 (poltrona VIP). À venda no site da Bilheteria Digital e na loja no Brasília Shopping, Conjunto Nacional e Pátio Brasil. Não recomendado para menores de 14 anos

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