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Música

Ascensão do pagode em Brasília: saiba por que o ritmo bomba na capital

"Os holofotes estão virados para o pagode de Brasília. A cidade possui muitos talentos”, diz Kaique, vocalista do Di Propósito

25/09/2022 02:00, atualizado 25/09/2022 06:24
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Foto divulgação
Ascensão do pagode em Brasília: saiba por que o ritmo bomba na capital

Capital do pagode? Mesmo fora do eixo Rio de Janeiro-São Paulo, grandes polos do estilo musical no Brasil, Brasília tem demonstrado cada dia mais força na cena do pagode. Nos últimos anos o ritmo tem embalado os brasilienses, tomado conta do mercado do entretenimento da cidade e gerando produtos para “exportação”.

O número de grupos de pagode na capital só cresce. Porém, se engana quem pensa que eles começaram a surgir agora. Bandas como Clima de Montanha, 7 na Roda e Coisa Nossa, que já possuem muitos anos de carreira, já são tradicionais na capital e abriram as portas para que grupos como Menos é Mais e Di Propósito atingissem o sucesso nacional.

Impulsionados pelos grupos brasilienses que conquistaram o Brasil durante a pandemia, bandas mais novas tem lotado as casas de show do quadradinho. Benza Deus, Doze por Oito, Elas que Toquem, Nossa Galera e Chama Nois são alguns dos grupos que estão ganhando espaço no cenário musical local.

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O grupo de pagode Menos é Mais surgiu em Brasília e agora faz sucesso pelo Brasil
Elas Que Toquem
7 na Roda
Chama Nois
Benza Deus
Di Proposito
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Di Proposito

Enzo Nogueira
O grupo de pagode Menos é Mais surgiu em Brasília e agora faz sucesso pelo Brasil
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O grupo de pagode Menos é Mais surgiu em Brasília e agora faz sucesso pelo Brasil

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Elas Que Toquem
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Elas Que Toquem

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7 na Roda
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7 na Roda

Foto: Instagram/Reprodução
Chama Nois
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Chama Nois

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Benza Deus
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Benza Deus

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Clima de Montanha
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Clima de Montanha

Coisa Nossa
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Coisa Nossa

Grupo Nossa Galera
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Grupo Nossa Galera

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Doze Por Oito
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Doze Por Oito

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“Hoje em dia, o pagode está presente em todas as regiões e nos melhores eventos da cidade, o que não era tão comum quando começamos há 13 anos”, conta Xandy, pandeirista do Di Propósito, ao Metrópoles. Segundo Kaique, vocalista do grupo, Brasília tem potencial: “Em todos os lugares que tocamos, ouvimos as pessoas do meio comentar sobre Brasília. Os holofotes estão virados para cá e a cidade possui muitos talentos”.

Virada de Chave

De acordo com o produtor artístico Felipe Nasal, que promeve shows na cidade, o sucesso “repentino” do ritmo não aconteceu apenas por aqui. “O pagode está em alta no Brasil inteiro. Até um tempo atrás as grandes bandas do gênero surgiam do eixo Rio-São Paulo, mas houve uma despolarização e isso começou a invadir o país. Hoje, vemos grandes grupos surgindo de Minas Gerais a Brasília, por exemplo”, contou.

O pensamento de Romero, músico e fundador do grupo Clima de Montanha, segue a mesma linha. “O pagode era muito forte na década de 1990, mas nos anos 2000, o sertanejo passou na frente e nós tivemos de 15  a 20 anos de puro domínio deles. Porém, o mercado é cíclico, então ele deu uma girada para o lado do pagode no Brasil inteiro, o que acabou atingindo Brasília”, pondera.

Para o músico, o pagode da capital, além da qualidade, precisou de uma coisa para se destacar: as redes sociais.  “O que fez o samba/pagode de Brasília aparecer foi a internet. A cidade sempre teve grupos de qualidade, mas os grupos não tinham estrutura e dinheiro para conseguir chegar nos grandes meios de comunicação. Então o trabalho de divulgação bem-feito nas redes sociais ajudou a expandir o alcance dos grupos”, explicou.

Concorrência

Com o surgimento de muitos grupos do gênero musical, a cena da cidade cresce e a concorrência também. Mas isso não é empecilho para a maioria das bandas. “As pessoas ainda não entenderam que a música não é uma competição. Hoje toda semana você vê um grupo novo lotando um show. Isso fortalece o segmento do pagode na cidade”, diz Gustavo Choary, músico do Doze Por Oito.

Porém, para não cair na “mesmice”, é necessário sempre inovar. Nisso, a banda Elas Que Toquem, tem uma vantagem: um dos poucos grupos da cidade composto só por mulheres. “Não é só trabalho, é diversão, que é a essência do pagode desde sempre. E a gente luta para não perder isso, mesmo sendo profissionais e cuidando de toda essa parte da mídia”, conta Maisa Lameira, fundadora do grupo.

Já a banda Chama Nois, aposta nas músicas autorais para se destacar: “Tentamos sempre tocar não somente as músicas estouradas, como também outros estilos e colocar a nossa cara, além de focarmos também em canções autorais, inclusive escritas por integrantes do grupo. Talvez esse seja nosso maior diferencial”.