Morre Jaider Esbell, artista indígena destaque da Bienal de São Paulo

O artista plástico macuxi foi encontrado sem vida no apartamento em que morava na capital paulista

atualizado

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O artista plástico e escritor Jaider Esbell foi encontrado morto, nessa terça-feira (2/11), no apartamento onde morava em São Paulo. A informação foi confirmada por seu galertista, André Millan, que preferiu não dar mais detalhes sobre a causa da morte. Aos 41 anos, o artista macuxi era um dos principais representantes da arte indígena contemporânea no país, ao lado de nomes como Denilson Baniwa e Isael Maxakali.

Suas obras estão em exposição em São Paulo na mostra Moquém_Surarî: Arte Indígena Contemporânea, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, desde setembro, como parte da Bienal de São Paulo. A exposição do arista reúne pinturas, esculturas, e obras referentes a diversos povos indígenas.

Combinando pintura, escrita, desenho, instalação e performance, seu trabalho entrelaça mitos indígenas, críticas à cultura hegemônica e preocupações socioambientais, derivando ora para o âmbito poético, ora para o posicionamento mais claramente político e ativista.

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Em sua primeira obra literária, por exemplo, batizada de Terreiro de Makunaima – mitos, lendas e estórias em vivências (2010), Esbell se identifica como neto de Macunaíma e defende a reapropriação da figura pelos indígenas, considerando que, na cultura macuxi, Makunaima é um dos “filhos do Sol”, responsável pela criação mítica de todas as plantas comestíveis existentes na mata, portanto muito diferente do herói sem nenhum caráter de Mário de Andrade.

Na performance Carta dos Povos Indígenas ao Capitalismo (2019), realizada em Genebra, Esbell entregou a representantes do banco UBS uma carta em defesa do direito a uma vida digna para todos os seres que habitam o planeta. O tom profético da carta retoma a pensamento do xamã Davi Kopenawa, que profetiza que o céu vai desabar sobre nossas cabeças. Para Esbell, a natureza está nos avisando da catástrofe, e deveríamos ouvi-la mais atentamente. A performance é um gesto por justiça social e pela visibilidade dos povos da floresta.

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