Marcos Veras relembra papel em Pega Pega: “Me trouxe reconhecimento”

O ator conta que o elenco tem um grupo de WhatsApp: "É um dos mais ativos que tenho, sempre nos falamos"

atualizado 10/07/2021 7:34

Domênico (Marcos Veras) em Pega PegaVictor Pollak/Rede Globo/Divulgação

Com uma carreira consolidada no humor, Marcos Veras conseguiu fazer bem a transição para as novelas. Na Globo, ele integrou o elenco do Zorra Total e trabalhou no Encontro com Fátima Bernardes entre 2012 e 2015, quando foi escalado para Babilônia.

A terceira experiência nos folhetins veio em 2017, com Pega Pega, novela na qual ele se destacou tanto que ganhou até o coração da mocinha, Antônia (Vanessa Giácomo). Na novela, que volta ao ar a partir do dia 19, Domenico (Marcos Veras) arrasta um avião pela colega de trabalho na delegacia de Copacabana, a destemida policial não mede esforços para descobrir os responsáveis pelo fatídico roubo. Confira abaixo a entrevista de Marcos Veras sobre o trabalho.

Como foi receber a notícia de que a novela ganha exibição especial? Quais as expectativas para a estreia?
Fiquei muito feliz. É uma novela de ação, uma novela como o nome diz, uma brincadeira entre polícia e ladrão. Uma comédia romântica, uma comédia de ação, na verdade. As expectativas são as melhores, parece realmente que estamos estreando um trabalho novo, um trabalho que já está gravado, que já foi sucesso, e agora com as pessoas, em sua maioria, em casa, que não conseguiram assistir quando ela foi exibida em 2017 talvez tenham a possibilidade de ver pela primeira vez. As pessoas que gostam, porque o público de novela gosta de rever também, o canal VIVA é um exemplo disso, o Globoplay. Rola até um friozinho na barriga como se fosse uma estreia mesmo. E não deixa de ser porque é uma edição especial.

Você gosta de revisitar e rever seus trabalhos?
Com o passar do tempo passei a gostar mais disso. Eu acho que antigamente ou no início da carreira eu tinha questões em me assistir. Sempre colocando um defeito, uma questão, mas hoje acho que consigo me ver com um certo distanciamento, quando eu não curto o trabalho, achando que podia ter feito melhor, consigo enxergar isso. Mas também quando eu tenho orgulho e gosto do que fiz, reconheço isso. Então, eu gosto de me ver. É sempre uma sensação boa e esquisita ao mesmo tempo. Hoje eu lido bem melhor com isso.

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Qual a importância do personagem na sua carreira?
É uma novela que me trouxe muita coisa, muito reconhecimento, porque é um personagem diferente do que fiz na televisão, é um policial sério, honesto, mas que tinha um amor, uma pegada meio galã. Rolou muita brincadeira na época porque tinha cenas sem camisa, coisa que eu não estava acostumado a fazer na televisão. Foi uma espécie de um trabalho novo num habitat novo para mim, e que me trouxe muita coisa boa, me trouxe mais versatilidade na carreira. Tenho muito prazer de ter feito essa novela porque me trouxe muita coisa boa e muitas amizades também que cultivo até hoje.

O que mais te marcou na época das gravações da novela? Qual a principal lembrança que ficou do trabalho?
São tantas lembranças, primeiro que o grupo do WhatsApp que temos da novela é um dos mais ativos que tenho, sempre nos falamos. A novela foi em 2017 e até hoje falamos da novela e de qualquer outro assunto. Muitos atores voltaram a trabalhar juntos em outros trabalhos. Então até brincamos no grupo que é um grupo que ficou, que rola uma amizade. Alguns se encontram só virtualmente, outros pessoalmente. Tenho o prazer de estar nesse grupo até hoje. Era uma novela que tratava de um assunto de ação, ação policial, contra o crime, contra o furto, o roubo, mas ela não era violenta. Ela tinha humor, leveza, muito bom gosto. E acho que as pessoas vão poder rever ou ver pela primeira vez agora.

Guarda alguma recordação do personagem, como peça de roupa ou objeto?
Eu guardo um anel. O Domênico usava um anel que guardo até hoje comigo.

Como você se preparou para o personagem?
Primeiro tivemos uma preparação com o elenco inteiro, para pessoas se conhecerem, se conectarem. Isso foi muito importante, com a preparadora Maria Beta durante a novela e com os diretores da novela. Nós tivemos uma preparação também com especialistas em armas para aprender como pegar na arma, como fazer uma perseguição policial, o tipo de posição do corpo, o tipo de posição da mão. O comportamento de um policial. Então tivemos alguns workshops para falar desse universo. E vi muitos filmes, algumas referências de séries, porque é algo que gosto sempre de fazer antes de me preparar para um personagem. Vejo filmes e séries que tenham aquele universo para que eu possa me inspirar.

Alguma recordação específica dos bastidores?
Eu estava gravando uma noturna em Copacabana e era meu aniversário. E fui surpreendido com a produção de uma pequena festa, com bolo e tudo. Estava fazendo o que eu amo, que era trabalhar com a minha profissão, mas lembro que era uma madrugada cansativa porque essa novela teve muitas noturnas. Foi um dia que me marcou com coisas boas.

Como foi trabalhar com o Luiz Henrique Rios?
Excelente, porque ele é um diretor muito competente, exigente, disciplinado. Então, na direção das cenas víamos que ele era muito apaixonado por aquilo que estava fazendo, que queria chegar no melhor resultado. E a novela tinha todo um bom gosto nas cenas de amor, de briga. O Luiz Henrique foi muito importante na condução dessa novela, com um elenco grande. Uma novela de ação. Foi demais, é um cara super bem humorado, competente e muito amigo do elenco.

E com a Vanessa Giácomo?
Foi incrível, nos tornamos amigos durante a novela, amizade que dura até hoje. É uma pessoa que eu já admirava e a partir do momento que comecei a trabalhar com ela admirei mais ainda. É uma pessoa também muito apaixonada pelo que faz, excelente atriz, muito parceira de cena. A maioria das minhas cenas era com ela, e foi muito rica a parceria. Brincávamos muito nos bastidores, passávamos o dia inteiro juntos, nas cenas e fora das cenas, estudávamos juntos. Uma das melhores parceiras que já tive na televisão. E que virou amiga.

Como foram os últimos 15 meses para você?
É clichê falar isso, mas é uma montanha russa de emoções, porque nesses 15 meses eu fiquei grávido junto com minha esposa, tive o nascimento do David, venho acompanhando o crescimento dele, ele acabou de fazer 10 meses, e fiquei em casa. Então, a maior parte do tempo fiquei em casa. Eu tive a oportunidade de fazer alguns poucos e bons trabalhos, como a Escolinha, que foi gravada parte remota e parte nos Estúdios, com todos os protocolos. Fiz alguns trabalhos de publicidade. Fiz também um quadro remoto para o Encontro, o Que Pergunta é Essa?, onde eu fazia através de personagens de filtros da internet perguntas sobre a quarentena. Perguntas que no início as pessoas tinham muitas dúvidas, de como lavar as compras, de como pegar no álcool gel e depois pegar em outra coisa. Perguntas que no início pareciam absurdas, mas que hoje todo mundo já sabe muito mais como se comportar nesse período de pandemia, de quarentena. Foi um quadro muito divertido, mas que também fizemos em casa. Passei a maior parte do tempo em casa, me cuidando, cuidando dos meus, esperando tudo isso passar e curtindo minha família. Me conectando mais ainda com meu filho, minha esposa, com minha família.

Quais são seus planos e projetos para este ano?
Eu continuo em casa, esperando tudo isso passar. Agora muito feliz com a reprise de Pega Pega. Louco para voltar a fazer teatro, ainda não sabemos quando vamos fazer, mas temos uma peça nova vindo. Se Deus quiser, ano que vem. Agora, 5 de agosto lançamos no cinema um filme inédito, Um Casal Inseparável, uma comédia romântica comigo e Natalia Dil rodada no Rio de Janeiro antes da pandemia. Fica uma semana no cinema. E dia 12 de agosto, já estreia no Telecine para as pessoas assistirem em casa. Então, tem a oportunidade de ver no cinema, que é muito diferente de ver em casa. E tem a oportunidade de quem não puder ir, ver em casa. E tem um projeto também de podcast, onde eu junto com amigos redatores, comediantes, humoristas, estamos planejando fazer um podcast sobre os acontecimentos da semana. E são muitos. Mas todos pelo viés do humor, fazendo uma análise do Brasil e do mundo. Venho fazendo lives também pelo meu Instagram, onde eu posso conversar com psicólogos, artistas, médicos, profissionais, e com o público. Estou sentindo muita falta do público. E isso temos principalmente no teatro, que não está rolando no momento. As lives me aproximam do público, eu bato papo com os fãs de qualquer lugar do Brasil. Quero conhecer, saber o que faz, saber quantos filhos tem, como está lidando com tudo isso, se está com emprego. As lives vêm me curando também dessa saudade que eu tenho do público. E como a internet é muito democrática, consigo conversar com a galera e com especialistas, é um lugar que estou experimentando e gostando bastante.

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