Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Entretenimento

Luiz Fernando Carvalho grava no interior de Alagoas cenas de "Velho Chico". Veja imagens de bastidores

Na próxima novela das 21h da Globo, diretor reencontra o autor Benedito Ruy Barbosa e atores que lhe são caros, Rodrigo Santoro entre eles.

Estadão Conteúdo10/02/2016 11:22
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
Luiz Fernando Carvalho grava no interior de Alagoas cenas de “Velho Chico”. Veja imagens de bastidores
Luiz Fernando Carvalho grava no interior de Alagoas cenas  de “Velho Chico”. Veja imagens de bastidores

A próxima novela das 21h da Globo, “Velho Chico” marca o reencontro do diretor Luiz Fernando Carvalho com diversos artistas que lhe são muito caros. A começar pelo autor do folhetim, Benedito Ruy Barbosa. Juntos, já trabalharam em “Renascer”, “O Rei do Gado”, “Esperança” e “Meu Pedacinho de Chão”. O diretor volta a se encontrar ainda com o ator Rodrigo Santoro, com quem trabalhou em projetos memoráveis como “Hoje É Dia de Maria”.

Apesar de preso às gravações da série americana “Westworld”, Santoro ganhou da HBO uma liberação de dois meses, o que possibilitou participar da novela. Assim, ele estará apenas nos primeiros 24 capítulos, quando a história se passa no fim dos anos 1960. Ele vive Afrânio, filho do coronel Jacinto (Tarcísio Meira), homem rico e arrogante, que controla quase tudo na fictícia Grotas de São Francisco.

Luiz Fernando Carvalho grava no interior de Alagoas cenas  de “Velho Chico”. Veja imagens de bastidores - destaque galeria
7 imagens
Santo (Renato Góes)
Capitão Rosa, (Rodrigo Lombardi) e coronel Salgado (Chico de Assis)
 Luiz Fernando dirige Renato Góes (Santo)
Belmiro (Chico Diaz)
Piedade (Cyria Coentro)
Aracaçu (Carlos Betão)
1 de 7

Aracaçu (Carlos Betão)

Santo (Renato Góes)
2 de 7

Santo (Renato Góes)

Capitão Rosa, (Rodrigo Lombardi) e coronel Salgado (Chico de Assis)
3 de 7

Capitão Rosa, (Rodrigo Lombardi) e coronel Salgado (Chico de Assis)

 Luiz Fernando dirige Renato Góes (Santo)
4 de 7

Luiz Fernando dirige Renato Góes (Santo)

Belmiro (Chico Diaz)
5 de 7

Belmiro (Chico Diaz)

Piedade (Cyria Coentro)
6 de 7

Piedade (Cyria Coentro)

Eulália (Fabiula Nascimento)
7 de 7

Eulália (Fabiula Nascimento)


Com a morte do pai, logo no primeiro episódio, Afrânio é obrigado a deixar as delícias de Salvador e assumir a fazenda — não apenas financeiramente, mas também o seu antiquado modus operandi, ou seja, um regime quase escravagista.

Afrânio herda também uma rivalidade de sua família com a do Capitão Rosa (Rodrigo Lombardi), homem de conduta humanista. E, no meio das diferenças, surge o Rio São Francisco, cuja sobrevivência não é valorizada pelo clã de Afrânio, ao contrário de seus rivais.

Benedito trata desse assunto como um misto de melodrama e lirismo. ‘Velho Chico’ vai conversar com o gênero humano. Vejo nesse texto as características de um clássico, em que o barroco se une à atualidade, época da segunda fase da novela

Luiz Fernando Carvalho

Arquiteto de formação, mas profundo conhecedor da literatura, Carvalho tornou-se o ourives de um estilo peculiar e precioso. Por causa disso, decidiu que toda essa primeira fase seria gravada em áreas verdadeiras, o que o levou a filmar em Mossoró (RN), Delmiro Gouveia (AL) e em um portentoso casarão histórico, do século 18, com suas palmeiras imperiais, na ilha de Cajaíba, próxima ao município baiano de São Francisco do Conde.

Volta no tempo
Em todos os lugares, a equipe técnica da Globo recriou os detalhes perdidos com o tempo, permitindo que os atores fizessem uma espécie de viagem no tempo. “É possível se sentir mesmo naquela época”, conta Julio Machado, o capataz Clemente. “E, como Luiz gosta de improvisar a qualquer instante, é preciso estarmos sempre preparados, dentro do personagem”, completa Selma Egrei, que vive Encarnação, mãe de Afrânio.

De fato, a mente do diretor está em eterna ebulição criativa, vislumbrando na hora cenas que não constam no roteiro. Isso só é possível porque ele domina totalmente o enredo. “A novela tem elementos shakespearianos, pois Afrânio é como Hamlet, o príncipe dividido entre ser ou não o herdeiro do pai, além de se apaixonar por uma mulher que seria sua Ofélia”, comenta. “Na primeira fase, a novela é um retrato idílico do que perdemos e, na segunda, o que sobrou depois de tanta agressão ao rio.”

Receba no seu email as notícias de Celebridades

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters