Mostra em homenagem à literatura nacional abre no Mercado do Café

Disponível para visitação até 31 de janeiro, a exposição conta com obras do estilo naïf de pintura

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1 de 1 Mostra-do-Cerrado-de-Arte-Naïf-no-Mercado-Café-na-Asa-Sul-2 - Foto: Andre Borges/Esp. Metrópoles

O Mercado do Café recebe, até o dia 31 de janeiro de 2020, a exposição Literatura Brasileira: Uma Visão Naïf – Mostra Literária do Cerrado e Coletiva Naïfs Brasileiros. As obras selecionadas na mostra são parte do acervo da fazenda Barthô-Naif, projeto instalado às margens do Rio São Bartolomeu, em São Sebastião. Organizador da mostra e dono das obras, o agrônomo Odécio Visintin Rossafa Garcia tem como objetivo difundir esse tipo de pintura.

A arte naïf é feita por pessoas que não passaram por nenhuma preparação técnica ou escola de artes. Também é caracterizada pelo uso de cores primárias. Conhecido pela simplicidade, esse tipo de pintura tenta retratar uma narrativa com a imagem.

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Também é marcante na arte naïf o minimalismo. Garcia afirma que tudo acaba se voltando para o minimalista e que, pela falta de técnica, a obra fica singular. “Então vemos um homem imenso e o outro pequenininho, o guarda-chuva grande, um pássaro enorme e uma pessoa pequenininha. O naïf não tem essa preocupação de criar a partir de um princípio acadêmico”, explica.

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O local foi revitalizado, mas também conta com as antigas estruturas
Literatura Brasileira: Uma Visão Naïf – Mostra Literária do Cerrado e Coletiva Naïfs Brasileiros
Ao todo são 40 obras expostas
E procura criar uma narrativa para cada arte
Um dos destaques da exposição é o espaço com 12 obras de Henry Vitor dedicadas à obra Os Sertões, de Euclides da Cunha
Jogo de Capoeira, de Cesar Lima
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Jogo de Capoeira, de Cesar Lima

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O local foi revitalizado, mas também conta com as antigas estruturas
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O local foi revitalizado, mas também conta com as antigas estruturas

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Literatura Brasileira: Uma Visão Naïf – Mostra Literária do Cerrado e Coletiva Naïfs Brasileiros
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Literatura Brasileira: Uma Visão Naïf – Mostra Literária do Cerrado e Coletiva Naïfs Brasileiros

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Ao todo são 40 obras expostas
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Ao todo são 40 obras expostas

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E procura criar uma narrativa para cada arte
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E procura criar uma narrativa para cada arte

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Um dos destaques da exposição é o espaço com 12 obras de Henry Vitor dedicadas à obra Os Sertões, de Euclides da Cunha
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Um dos destaques da exposição é o espaço com 12 obras de Henry Vitor dedicadas à obra Os Sertões, de Euclides da Cunha

A organização disponibiliza um panfleto com as informações de cada obra
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A organização disponibiliza um panfleto com as informações de cada obra

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Mostra em homenagem à literatura nacional abre no Mercado do Café - imagem 8
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Todo o primeiro andar foi preenchido com a exposição
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Todo o primeiro andar foi preenchido com a exposição

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Mostra em homenagem à literatura nacional abre no Mercado do Café - imagem 10
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A arte naïf faz retratos de cenas do cotidiano
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A arte naïf faz retratos de cenas do cotidiano

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Sinhá Moça, de Maria Dezonne P. Fernandes Vania Furlan
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Sinhá Moça, de Maria Dezonne P. Fernandes Vania Furlan

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O Tempo e o Vento, de Erico Verríssimo
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O Tempo e o Vento, de Erico Verríssimo

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Algumas das obras estão à venda
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Algumas das obras estão à venda

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O Mercado do Café, chefiado por Tete, ocupou o antigo Mercado Municipal
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O Mercado do Café, chefiado por Tete, ocupou o antigo Mercado Municipal

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Os artistas naïf também usam telas não convencionais como pratos, portas, restos de construção e outros suportes
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Os artistas naïf também usam telas não convencionais como pratos, portas, restos de construção e outros suportes

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Todas as obras são parte do acervo pessoal do agrônomo Odécio Visintin Rossafa Garcia
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Todas as obras são parte do acervo pessoal do agrônomo Odécio Visintin Rossafa Garcia

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A mostra também foi exibida na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)
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A mostra também foi exibida na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)

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Além da gastronomia, o espaço recebe diversos eventos culturais e exposições
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Além da gastronomia, o espaço recebe diversos eventos culturais e exposições

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Desse movimento surgem as imagens presentes na mostra: quadros pintados em homenagem a cenas do cotidiano rural e a clássicos da literatura brasileira, como Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. Outro livro importante lembrado na mostra, exibida na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), foi Os Sertões, de Euclides da Cunha. Um dos destaques da exposição é o espaço com 12 obras de Henry Vitor dedicadas à obra de Cunha.

Quem pratica esse tipo de pintura também tende a usar materiais não convencionais, como portas e outros restos de construção. Isso exige um pouco mais de atenção e cuidado com as obras, mais frágeis do que telas tradicionais.

Garcia afirma que a mostra tem, entre os seus objetivos, aproximar as pessoas. “É uma forma de ligar o campo com a cidade. Queremos chamar as pessoas para ir à fazenda Barthô para fazer oficinas, por exemplo. Teremos um pintor para ministrar aulas, então tudo isso é um processo de movimento daqui para lá”, explica.

O organizador ainda deixa claro que, além de juntar os dois polos do país, a mostra pretende difundir essa modalidade de arte: “E ao mesmo tempo que unimos o campo e a cidade, queremos divulgar a arte naïf. Ela ainda é pouco conhecida e recente no Brasil, mas na França, por exemplo, já existe desde o século passado. Também é comum na Croácia e no Haiti, onde tem muita força”, comenta o agrônomo.

O entusiasta da arte ainda faz um paralelo da falta de conhecimento artístico com o momento vivido pelo brasileiro no conturbado 2019. “Nos últimos anos houve um esforço deliberado para sucatear (a arte). Isso acontece quando você retira o dinheiro do cinema, de festival de cinema, dos projetos culturais, boicota a Lei Rouanet e outros mecanismos. Também é visível quando censuram filmes que têm diversidade, minorias, quando não falam sobre feminicídio. Um boicote ao processo cultural”, lamenta.

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Literatura Brasileira: Uma Visão Naïf – Mostra literária do Cerrado e Coletiva Naïfs Brasileiros
Até 31 de janeiro. No Mercado do Café (509 Sul). Para saber mais sobre o museu e a exposição, entrar em contato com Odécio Visintin Rossafa Garcia pelo telefone 61 99661-1935 ou pelo e-mail odeciorossafa@gmail.com

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