X-Men na Disney: Fênix Negra fecha ciclo e abre transição dos mutantes

Filme estrelado por Sophie Turner estreia nesta quinta-feira (06/06/2019) nos cinemas do Brasil

Walt Disney/DivulgaçãoWalt Disney/Divulgação

atualizado 05/06/2019 11:17

X:Men: Fênix Negra, com Sophie Turner (a Sansa de Game of Thrones) no papel da personagem-título, estreia nos cinemas do Brasil nesta quinta-feira (06/06/2019), consolidando “o começo do fim” da franquia dos mutantes. Na verdade, trata-se apenas de um tchauzinho. Em abril de 2020, chegam Os Novos Mutantes. E, então, os super-heróis passam definitivamente a fazer parte do Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Ainda não se sabe, no entanto, como funcionará essa nova saga e quais super-heróis a conduzirão.

Quando a Disney acertou a compra da Fox, numa transação sem precedentes que custou US$ 71,3 bilhões, os dois filmes já estavam praticamente prontos, a caminho da pós-produção. O estúdio do Mickey mexeu bastante nos longas, sobretudo em Os Novos Mutantes, cujo lançamento chegou a ser especulado apenas em streaming.

Com Alice Braga no papel de Cecilia Reyes, mentora dos heróis adolescentes, e as jovens estrelas Maisie Williams (Game of Thrones) e Anya Taylor-Joy (Fragmentado) no elenco, o título surgiu como o primeiro capítulo de uma possível trilogia. O plano foi logo soterrado e, obviamente, ajustes precisaram ser feitos para rearrumar a história. A estreia, em 2020, deve acontecer quase dois anos após a data inicialmente planejada pela Fox.

Jean Grey contra o mundo
A transição forçada dos mutantes da Fox para a Disney começa de vez em Fênix Negra, trabalho de estreia de Simon Kinberg (produtor de X-Men e criador da série animada Star Wars Rebels) como diretor. Continuação direta dos eventos de Apocalipse (2016), ambientado em 1983, o filme busca consertar o que deu tão errado em O Confronto Final (2006), a primeira adaptação da persona destrutiva de Jean Grey.

Como Dias de um Futuro Esquecido (2014) resetou a linha do tempo, nada como tentar mais uma vez. Em missão espacial, um incidente expõe Jean a estranhas forças cósmicas. De volta à Terra, as consequências se provam aterradoras quando os poderes telecinéticos da mutante se manifestam de forma incontrolável.

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Famke Janssen no papel de Jean Grey/Fênix Negra em O Confronto Final (2006)

Linha do tempo da franquia
Estabelecida quase uma década antes da febre chamada MCU, a franquia dos X-Men foi a primeira grande experiência de Hollywood no mundo das histórias em quadrinhos compartilhadas. Tanto que, para alguns, a saga talvez pareça até um tanto confusa.

Após a trilogia principal, formada por X-Men (2000), X-Men 2 (2002) e X-Men: O Confronto Final (2006), o universo tomou outro rumos. Voltou ao passado em X-Men Origens: Wolverine (2009) e X-Men: Primeira Classe (2011). Hugh Jackman, estrela e fio condutor das tramas, ganhou novas ramificações solo em Wolverine (2o13) e Logan (2017).

A linha do tempo foi completamente remexida e reorganizada em Dias de um Futuro Esquecido (2014), com Wolverine viajando aos anos 1970 para evitar um futuro fim de mundo. Apocalipse (2016) acompanha versões oitentistas dos heróis contra o ancestral egípcio En Sabah Nur, um dos primeiros mutantes de que se tem notícia.

A Fox encontrou farto material de spin-off para explorar no desbocado anti-herói Deadpool (Ryan Reynolds), cujos dois filmes, lançados em 2016 e 2018, representam as maiores bilheterias da franquia.

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