Turma da Mônica – Laços: filme traz febre live-action ao Brasil

Com estreia prevista em 27/06, adaptação de carne e osso dos quadrinhos de Mauricio de Sousa promete ser sucesso de bilheteria no país

atualizado 21/06/2019 18:07

Divulgação

Turma da Mônica: Laços, o aguardadíssimo filme baseado nos quadrinhos de Mauricio de Sousa, estreia nos cinemas nesta quinta (27/06/2019), prometendo, quem sabe, se tornar a grande bilheteria do audiovisual brasileiro em 2019. O longa também marca a entrada do país na febre mais lucrativa de Hollywood (ou melhor, da Disney) nos últimos anos: a conversão de desenhos megapopulares em produções live-action. Ou seja, tramas “em carne e osso”, com atores.

Ainda que a proposta soe meramente industrial e um tanto preguiçosa – refazer o que já deu certo para lucrar em cima da nostalgia –, esses remakes têm vencido qualquer sinal de desconfiança dos espectadores mais puristas. Puxando pela memória, nota-se que a Disney vinha tentando atualizar seu catálogo de animações desde os anos 1990, com O Livro da Selva (1994) e 101 Dálmatas (1996).

O formato voltou com tudo em Alice no País das Maravilhas, segunda maior bilheteria (US$ 1,025 bilhão) de 2010. Mas virou febre mesmo a partir de Mogli: O Menino Lobo, sexto filme mais lucrativo (US$ 966 milhões) de 2016, e principalmente A Bela e a Fera, vice-campeão de 2017 com US$ 1,263 bilhão.

As versões em live-action da Disney lançadas desde 2010:

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Tendência bilionária

Só em 2019, o estúdio do Mickey já lançou Dumbo (US$ 351 milhões, bem abaixo do projetado) e Aladdin (US$ 735 milhões até a última sexta), ainda em cartaz.

Nas próximas semanas, chegam às telas O Rei Leão (18/07), sério candidato a maior arrecadação do ano, a sequência Malévola: Dona do Mal (17/10), com Angelina Jolie de volta ao papel da bruxa má de A Bela Adormecida, e A Dama e o Vagabundo, cujo lançamento (12/11) será exclusivo na plataforma de streaming Disney+.

Em 2020, devem estrear Mulan (26/03) e Cruella (22/12). E há uma porção de produções ainda sem data: A Espada Era a Lei (Disney+), Pinóquio, O Concunda de Notre-Dame, Lilo & Stitch e A Pequena Sereia.

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Cinema infantil

Em certo sentido, na ausência de ideias originais, esses filmes em live-action e as animações –não apenas da Disney, claro – viraram sinônimo de cinema infantil na indústria de cinema.

Nada mais natural, portanto, que a tendência também seja adaptada à realidade brasileira. A criação de Mauricio de Sousa, certamente a HQ mais popular do Brasil, já gerou dezenas de versões animadas, sobretudo para a televisão.

Além do elenco mirim afinado ao visual dos personagens, o longa também aposta no olhar de seu diretor. Indicado ao Oscar pela montagem de Cidade de Deus (2002), o paulistano Daniel Rezende editou uma série de trabalhos importantes, sobretudo de José Padilha (Tropa de Elite) e outros de Fernando Meirelles (Ensaio Sobre a Cegueira).

Aos 44 anos, tornou-se sinônimo de cinema pop no Brasil, meio termo entre produções da Globo Filmes e o cinema independente, quando assinou Bingo: O Rei das Manhãs (2017), cinebio de um dos intérpretes do palhaço Bozo. Com Vladimir Brichta no papel principal, o título atraiu elogios por, entre outras coisas, articular de forma vistosa a nostalgia oitentista por meio da recriação de programas e bastidores televisivos.

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