Travis Scott vive um bardo em A Odisseia. Conheça a figura mitológica
A Odisseia adapta a epopeia de Odisseu e retrata seres mitológicos, como ciclopes, sereias e deuses gregos

Para A Odisseia, que chegou aos cinemas nessa quinta-feira (16/7), o diretor Christopher Nolan reuniu um elenco estrelado com nomes como Zendaya, Tom Holland, Anne Hathaway e o rapper Travis Scott, que interpreta o bardo Demódoco. Em entrevista, o cineasta explicou a escolha do músico para o papel mitológio.
Baseada no poema homônimo atribuído a Homero, escrito há cerca de 2.700 anos, a adaptação acompanha o herói grego Odisseu (Matt Damon) na longa e perigosa jornada de volta para casa após a Guerra de Troia. Além de figuras conhecidas da mitologia grega, como o Ciclope, as sereias e a deusa Atena, a história também apresenta personagens menos populares.
É o caso do bardo Demódoco, interpretado por Travis Scott. Na tradição grega, os bardos eram poetas épicos que percorriam cidades narrando, de forma oral, histórias sobre deuses, heróis e acontecimentos marcantes. Cabia a eles preservar e transmitir a mitologia por meio da poesia e da música.

Na obra original, ele é descrito como um poeta cego que se apresentava na corte do rei Alcínoo, na terra dos feácios, cantando histórias heroicas, entre elas o romance entre Ares e Afrodite e a própria história do Cavalo de Troia.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA escolha de Travis Scott para o papel não foi por acaso. Em entrevista à Time, Nolan afirmou que a relação do rap com a tradição da narrativa oral dialoga diretamente com a função desempenhada pelos bardos na Grécia Antiga.
“Eu o escolhi porque queria fazer uma referência à ideia de que essa história foi transmitida por meio da poesia oral, que é análoga ao rap”, explicou o diretor.
Esta não é a primeira parceria entre Travis Scott e Christopher Nolan. Em 2020, o rapper compôs a música The Plan para Tenet, estrelado por John David Washington e Robert Pattinson. Já A Odisseia marca a primeira vez que o artista atua sob a direção do cineasta vencedor do Oscar por Oppenheimer (2023).























