O Rei da Internet: conheça a história real do hacker preso aos 16 anos

O Rei da Internet, que estreia nesta quinta-feira (14/5), é inspirado na trajetória de um dos hackers mais jovens e influentes do Brasil

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Foto promocional colorida do filme O Rei da Internet
1 de 1 Foto promocional colorida do filme O Rei da Internet - Foto: Divulgação

O Rei da Internet, que estreia nesta quinta-feira (14/5), é inspirado na trajetória de Daniel Nascimento, um dos hackers mais jovens e influentes do Brasil. Protagonizado por João Guilherme, o longa retrata a ascensão e a queda do adolescente alvo de uma das primeiras grandes operações contra crimes virtuais no país, em 2005.

Dirigido por Fabrício Bittar, o filme mergulha na vida pessoal e criminosa de Daniel. O roteiro foi baseado no livro autobiográfico DN Pontocom, lançado em 2014, além de conversas entre o cineasta e o ex-hacker.

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Baseado no livro DN Pontocom, O Rei da Internet mergulha no universo hacker dos anos 2000
Em O Rei da Internet, o luxo e a ostentação contrastam com a queda da quadrilha investigada pela PF
O Rei da Internet mostra como Daniel Nascimento ganhou notoriedade no submundo virtual ainda na adolescência
O Rei da Internet acompanha a trajetória do adolescente que virou alvo da Polícia Federal em 2005
O Rei da Internet revisita um dos casos mais conhecidos da internet brasileira
João Guilherme interpreta Daniel Nascimento em O Rei da Internet
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João Guilherme interpreta Daniel Nascimento em O Rei da Internet

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Baseado no livro DN Pontocom, O Rei da Internet mergulha no universo hacker dos anos 2000
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Baseado no livro DN Pontocom, O Rei da Internet mergulha no universo hacker dos anos 2000

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Em O Rei da Internet, o luxo e a ostentação contrastam com a queda da quadrilha investigada pela PF
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Em O Rei da Internet, o luxo e a ostentação contrastam com a queda da quadrilha investigada pela PF

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O Rei da Internet mostra como Daniel Nascimento ganhou notoriedade no submundo virtual ainda na adolescência
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O Rei da Internet acompanha a trajetória do adolescente que virou alvo da Polícia Federal em 2005
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O Rei da Internet estreia nos cinemas nesta quinta-feira (145)
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Daniel cresceu entre Curitiba e Guaratuba, no Paraná, e teve a adolescência marcada por bullying e isolamento na escola. Segundo o próprio relato, foi na internet que encontrou pertencimento e reconhecimento.

O contato mais intenso com tecnologia começou quando o pai o matriculou em um curso de informática. Pouco tempo depois, ganhou um computador e passou a virar madrugadas conectado. Para acessar a internet, chegou a clonar telefones públicos e puxar uma extensão clandestina até o próprio quarto.

Em uma época em que a segurança digital ainda era frágil no Brasil, Daniel começou a cometer invasões por diversão. No livro, ele afirma ter invadido os sites de uma editora e de uma gravadora para conseguir revistas e CDs gratuitamente. Depois, passou a clonar cartões de crédito e fazer compras on-line.

Foto colorida com Daniel Nascimento e João Guilherme
Daniel Nascimento e João Guilherme durante encontro promovido após as gravações de O Rei da Internet

Aos 14 anos, frequentava grupos hackers e fez amizade com um especialista russo, de quem recebeu um exploit capaz de invadir computadores vulneráveis em escala global. O feito deu notoriedade ao adolescente e chamou a atenção de uma quadrilha especializada de Porto Alegre.

Ele adotou o codinome DN aos 15 anos e passou a prestar serviços ao grupo criminoso. Em meio a carros de luxo, festas e hotéis caros, os integrantes aplicavam fraudes bancárias em larga escala utilizando invasões virtuais, roubo de dados e engenharia social. No livro, Daniel afirma que chegou a subtrair mais de R$ 1 milhão em uma única madrugada.

A Operação Ponto Com foi deflagrada pela Polícia Federal em 30 de novembro de 2005. Na manhã da ação, Daniel estava em um apartamento na Região Metropolitana de Porto Alegre quando agentes invadiram o local. Ele descreve a cena como cinematográfica: policiais armados, computadores apreendidos e objetos espalhados pelo apartamento.

Segundo o ex-hacker, todos os 21 presos foram levados para a Superintendência da Polícia Federal em Porto Alegre. Prestes a completar 17 anos na época, ele permaneceu incomunicável por horas enquanto os policiais definiam os procedimentos legais adequados.

Depois, foi transferido para Curitiba e passou a noite sob custódia da Polícia Federal. No dia seguinte, foi ouvido pela Justiça Federal na presença do pai e de uma advogada. Após o depoimento, acabou liberado, mas continuou prestando esclarecimentos à Justiça nos meses seguintes.

Daniel também relata ter enfrentado depressão profunda, medo constante e dificuldades financeiras após a queda do esquema. Atualmente, se define como ex-hacker e atua como consultor de segurança digital e palestrante.

Em entrevista ao Metrópoles, Bittar contou que, inicialmente, o filme seria baseado apenas no livro autobiográfico. Ao longo da produção, porém, as conversas com Daniel ajudaram a ampliar a narrativa e incluir novos detalhes no longa.

“Ele [Daniel] já viu, a gente fez uma sessão para ele”, contou o diretor. “Ele ficou super feliz com o resultado. Falou que realmente toda parte ali de hackear está muito perfeita. Isso era uma preocupação que eu tinha.”

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