O Advogado de Deus: filme espírita traz reflexão sobre justiça
O Advogado de Deus é um drama de suspense espiritual que tem como fio condutor a reflexão sobre a justiça
atualizado
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Estrelado por Nicolas Prattes, o filme O Advogado de Deus chegou aos cinemas na última quinta-feira (16/4). O longa com temática espírita acompanha Daniel, um advogado recém-formado que tem como propósito de vida ajudar as pessoas. Ao lado de seu sócio e amigo de faculdade, Rubinho, ele se envolve em uma investigação para defender Alberto em um caso que entrelaça um crime recente a desfechos mal resolvidos de uma vida passada.
Em uma nova oportunidade de reparar erros do passado, as trajetórias de Daniel e Alberto se conectam à de Lídia em uma busca por justiça, ainda que tardia.
Baseado no best-seller da escritora Zíbia Gasparetto, O Advogado de Deus tem como fio condutor a reflexão sobre a justiça — tanto a dos homens quanto a de outros planos.
Em entrevista para o Metrópoles, o diretor Wagner de Assis, conhecido por sucessos como Nosso Lar, Ninguém é de Ninguém e Amor Assombrado, revelou que seu primeiro contato com o livro ocorreu logo após o lançamento da obra, originalmente publicada em 1998. Com o passar dos anos, decidiu adaptar a história para o cinema por considerar que o tema precisava ser discutido na sociedade.
“Em algum momento, a gente pensou assim: ‘Puxa, a gente precisa falar de justiça divina num país que está tão carente de entendimento de justiça, e da valorização da justiça dos homens como forma de evolução da sociedade’. E aí, esse conteúdo prévio, que é o livro da Zíbia, estava à disposição”, afirmou.
Beth Goulart, que interpreta Maria Júlia Camargo no longa, também reforça a proposta reflexiva da produção: “Um filme que propõe refletir sobre a justiça dos homens junto à justiça divina nos faz perceber como somos falhos. Muitas vezes, a justiça humana não corresponde ao que seria, de fato, a justiça divina. Mas, apesar disso, existe um sentido maior, acima de nós, que é essa justiça divina, igual para todos. Ninguém escapa dela”.
“É um conceito importante de ser discutido na arte, e o filme faz isso de forma emocionante, por meio de relações familiares, vidas passadas e conexões que se apresentam no presente. Ele nos propõe um novo olhar sobre quem somos e sobre o que queremos ser”, completa.
Dilemas morais
Uma das personagens que atravessa diferentes vidas em O Advogado de Deus é Lídia, interpretada por Lorena Comparato. Na trama, ela funciona como elo entre Daniel (Nicolas Prattes) e Rubinho (Lucas Leto), tornando-se peça-chave para o desenvolvimento dos conflitos espirituais e emocionais da história.
“A minha personagem tem uma missão muito grande naquela família, de tentar parar o ciclo de violência e possibilitar a construção de uma vida mais feliz. O filme traz essa mensagem de escolher a luz, o amor e o afeto. Isso é muito bonito”, ressalta.
No longa, Lídia enfrenta dilemas morais complexos ao longo de suas diferentes vidas. Lorena revela que o maior desafio durante as gravações foram as cenas de violência doméstica, que exigiram intensa entrega emocional.
“Nós vivemos uma entrega muito grande aos personagens. Mesmo sabendo que é ficção, nossas emoções não distinguem isso completamente. O coração bate forte, e a gente realmente vive aquilo que o personagem vive. Cada trabalho nos transforma e nos faz sair melhores como seres humanos”, finaliza.
Além de Nicolas Prattes, Lorena Comparato, Lucas Leto e Beth Goulart, o elenco de O Advogado de Deus também conta com Danilo Mesquita, Eucir de Souza, Leticia Braga, Henri Pagnoncelli, Gisele Froes, Augusto Madeira, Helga Nemetik e Catarina Saibro.






