Lucas Pasin

Alice Wegmann expõe bastidores de filme na Amazônia e faz alerta

Alice Wegmann fala sobre bastidores na Amazônia com Rio de Sangue, denuncia garimpo ilegal e comenta parceria com Giovanna Antonelli

atualizado

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Alice Wegmann é uma das protagonistas do filme Rio de Sangue ao interpretar Luiza, médica que atua em uma ONG voltada a populações indígenas no Alto Tapajós. No longa, dirigido por Gustavo Bonafé, a personagem parte para mais uma expedição na região, mas acaba sendo surpreendida por uma emboscada e é raptada por garimpeiros, dando início ao conflito que movimenta a narrativa.

Ao lado de Giovanna Antonelli, que vive sua mãe no filme, Alice conduz uma história que combina ação e drama familiar, ambientada no interior do Pará.

Em entrevista exclusiva à coluna, a atriz destacou o interesse em participar de um projeto que aborda temas ligados à exploração da Amazônia e fez um alerta sobre a forma como essas questões ainda são tratadas.

“O filme traz essa denúncia do garimpo ilegal, da exploração da Floresta Amazônica, do extermínio das populações indígenas. A gente conta essa história de uma forma que as pessoas vão se impactar e vão ouvir sobre um tema que eu acho pouco falado, ou velado. A gente filmou dois meses no Pará, entre Santarém e Alter do Chão, com a Floresta Amazônica como protagonista também e olha muito para esse espaço com uma valorização de olhar para isso, é o pulmão do mundo. A gente tem o maior tesouro no Brasil e a gente cuida pouco dele”, afirmou.

Relação em risco

No centro da trama está a relação entre mãe e filha, construída em meio a um cenário de risco. O que Alice Wegmann destacou como o vínculo entre as personagens, que se transforma ao longo da história, especialmente diante das situações de sobrevivência.

“Tem o momento em que eu acho que uma salva a outra. Existe esse espelhamento de mãe e filha muito bonito de ver. Elas fazem um resgate dessa relação. O filme com uma relação conturbada, mãe chegando, ela saindo para uma das missões. Elas meio que se estranhando nesse novo contexto. E elas vão se conectando cada vez mais ao longo do filme. É muito bonito de ver essa construção”, disse.

Parceria em cena

Ainda na entrevista, Alice também comentou a experiência de contracenar com Giovanna Antonelli e destacou um lado diferente da atriz no filme.

“Tem uma coisa muito legal, falando como telespectadora da Giovanna. Cresci vendo a Giovanna a minha vida inteira. Já vi ela em personagens muito diferentes, de formas muito maravilhosas na TV. Mas esse filme a Giovanna acessa um lugar muito profundo, muito especial, muito mais cru dessa personagem, que é muito impressionante. É bom demais de assistir e ver o quanto essa mulher se reinventa”, afirmou.
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Felipe Simas e Alice Wegmann em cena do filme Rio de Sangue
Alice Wegmann
Giovanna Antonelli e Alice Wegmann em Rio de Sangue
Alice Wegmann
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Alice Wegmann

Divulgação/Barbara Vale
Felipe Simas e Alice Wegmann em cena do filme Rio de Sangue
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Felipe Simas e Alice Wegmann em cena do filme Rio de Sangue

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Alice Wegmann
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Giovanna Antonelli e Alice Wegmann em Rio de Sangue
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Giovanna Antonelli e Alice Wegmann em Rio de Sangue

Divulgação

Bastidores na floresta

Gravado no Pará, em áreas de floresta e regiões ribeirinhas, o filme exigiu uma rotina fora do padrão para o elenco e a equipe. Sem a estrutura comum de grandes produções, as gravações aconteceram em meio à natureza, com dias intensos e adaptações constantes. Na entrevista, Alice revelou detalhes desses bastidores e das condições enfrentadas no local.

“É a competência das nossas pessoas, que trabalham no audiovisual, dos profissionais. A gente trabalha doze horas por dia no audiovisual, é muito tempo. E você vê o que a gente faz, o que o Gustavo [Bonafé, diretor] fez nesse filme em tão pouco tempo. Foram três dias que a equipe dormiu na rede, a gente ficou no rio, cem pessoas dormindo na rede. É de uma competência, uma capacidade, um amor por aquilo que a gente faz”, contou.

Cinema brasileiro

Por fim, ao falar sobre o alcance do projeto, Alice destacou a importância de contar histórias voltadas ao público brasileiro, principalmente quando tratam de temas do sensíveis ao país. Segundo ela, esse tipo de produção também tem potencial para chegar a outros mercados.

“É um filme do Brasil para os brasileiros. Mas que também pode atravessar fronteiras, também pode ser global. Muita gente vai gostar de assistir, lá de fora. Contar histórias do nosso país para a gente mesmo é sempre especial”, concluiu.

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