Homem-Aranha está fora do Universo Cinematográfico Marvel (MCU)

Por causa de divergências entre os estúdios Disney e Sony sobre o financiamento de futuros filmes, a miraculosa parceria chegou ao fim

O presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, não produzirá futuros filmes do Homem-Aranha, por causa de divergências criativas e financeiras entre a Disney e a Sony Pictures. A decisão cortará o Peter Parker vivido por Tom Holland do Marvel Cinematic Universe (MCU, o Universo Cinematográfico Marvel, em português).

Os últimos dois filmes produzidos por Kevin Feige, Vingadores: Ultimato e Homem-Aranha: Longe de Casa, bateram recordes. Somente o novo longa do Amigão da Vizinhança acumula mais de US$ 1,1 bilhão mundialmente em bilheterias e ocupa a quarta posição entre as maiores arrecadações de 2019.

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Mystério (Jake Gyllenhaal): vilão do Homem-Aranha entra no MCU como parceiro do teioso
Peter Parker (Tom Holland) e Nick Fury (Samuel L. Jackson): o ex-líder da S.H.I.E.L.D. vê no adolescente a nova esperança para os Vingadores
Peter Parker (Tom Holland): relutante em aceitar as responsabilidades de ser o Homem-Aranha
Betty (Angourie Rice), Ned (Jacob Batalon) e MJ (Zendaya): férias agitadas
Traje do “Macaco Noturno”: usado por Peter Parker para evitar associação de suas ausências ao aparecimento do Homem-Aranha na Europa
Pôster de Homem-Aranha: Longe de Casa

Sob o uniforme do teioso, Holland entrou no MCU em Capitão América: Guerra Civil (2016), como pupilo de Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.). No momento, a Sony planeja mais dois filmes de Peter Parker com Holland e direção de Jon Watts, responsável por De Volta ao Lar (2017) e Longe de Casa.

Aranhaverso

Vale lembrar que a Sony acertou comercial e artisticamente na animação Homem-Aranha: No Aranhaverso (2018). O longa atraiu bilheteria global de US$ 375 milhões e venceu o Oscar da categoria em 2019, superando a hegemonia da Disney/Pixar. Uma sequência e um spin-off estão em desenvolvimento.

Ruído

O problema parece ser sobretudo financeiro. De acordo com o Deadline, a Disney propôs que o financiamento de filmes futuros do Homem-Aranha fosse uma divisão de 50% para cada estúdio, e ainda havia discussões de que o acordo se estenderia a outros títulos do universo Homem-Aranha já desenvolvidos pela Sony. Apesar de rejeitado pela crítica, Venom (2018), o primeiro dessa “saga do Aranha (até então) sem o Aranha”, fez US$ 855 milhões e terminou o ano passado como sétima maior bilheteria do ano.

Isso significaria que a renda também seria dividida em 50% para os dois. A Sony recusou. Então, a Disney os expulsou do universo MCU.

Franquia própria

A Sony Pictures é dona dos direitos autorais do Homem-Aranha há décadas e ajudou a popularizar a febre dos super-heróis com os filmes de Sam Raimi dos anos 2000, nos quais Peter Parker era interpretado por Tobey Maguire. A trilogia acumulou cerca de US$ 2,5 bilhões mundialmente. No entanto, o reboot da franquia com o diretor Marc Webb e o ator Andrew Garfield – os longas foram lançados em 2012 e 2014 – foi decepcionante.

Com o catálogo extenso de vilões de Peter Parker e seu sucesso, a Sony monta sua própria franquia, baseada apenas no universo de Homem-Aranha. Além de Venom 2, o Universo Marvel da Sony confirmou o lançamento do longa Morbius (31/07/2020, nos EUA), com Jared Leto no papel do vilão. O selo ainda planeja filmes de Nightwatch, Kraven, o Caçador e o Sexteto Sinistro.