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Cinema

Filhas de Lavadeiras, filme do DF, vence como Melhor Curta o É Tudo Verdade

O documentário da cineasta Edileuza Penha de Souza foi um dos destaques do festival: veja todos os vencedores

05/10/2020 12:40
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filhas de lavadeiras

O filme brasiliense Filhas de Lavadeiras, da diretora Edileuza Penha de Souza, foi o vencedor na categoria de Melhor Curta-Documentário no É Tudo Verdade, maior competição de cinema não-ficcional da América Latina.

Filhas de Lavadeiras traz relatos de mulheres negras e a história de resistência empreendida nas vidas particulares delas para que os filhos pudessem ir à escola. O filme conta com depoimentos de Conceição Evaristo, Benedita da Silva e Ruth de Souza, sendo uma das últimas participações da atriz, que morreu em julho de 2019, aos 98 anos.

“Estou pisando em nuvens. Não sei se sou a primeira mulher negra premiada no festival em 25 anos. Nesse, eu sei que sou a única mulher negra. Assim como eu, os outros diretores estavam sonhando e quando isso se torna realidade você toma dimensão da importância desse filme, de falar de memória, falar de mulheres, como diz Neide Rafael no filme: ‘com muita água e sabão lavaram nossa dignidade'”, comemorou a diretora.

O curta, que conta com pouco mais de 20 minutos, foi produzido com apoio do Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. O filme é inspirado na obra homônima da escritora Maria Helena Vargas, importante escritora, pedagoga e professora brasileira que viveu em Brasília.

Filhas de Lavadeiras, filme do DF, vence como Melhor Curta o É Tudo Verdade - destaque galeria
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O filme é assinado pela diretora Edileuza Penha de Souza
E traz relatos de mulheres negras que  a história de resistência empreendida nas vidas particulares delas para que os filhos pudessem ir à escola
Com o prêmio, o filme pode concorrer ao Oscar
O filme brasiliense Filhas de Lavadeiras venceu a categoria de Melhor Curta do festival É Tudo Verdade
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O filme brasiliense Filhas de Lavadeiras venceu a categoria de Melhor Curta do festival É Tudo Verdade

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O filme é assinado pela diretora Edileuza Penha de Souza
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O filme é assinado pela diretora Edileuza Penha de Souza

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E traz relatos de mulheres negras que  a história de resistência empreendida nas vidas particulares delas para que os filhos pudessem ir à escola
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E traz relatos de mulheres negras que a história de resistência empreendida nas vidas particulares delas para que os filhos pudessem ir à escola

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Com o prêmio, o filme pode concorrer ao Oscar
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Com o prêmio, o filme pode concorrer ao Oscar

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“Essa vitória é uma vitória coletiva, da equipe, é uma vitória de cada uma dessas mulheres que participou do filme, que dividiram suas histórias. Dei um grito quando ouvi que fui premiada (risos). Vibrei muito porque a gente fez um filme de amor, com amor e porque nossas histórias precisam ser contadas por nós, mulheres negras”, completou.

Além de levar o prêmio Mistika, a obra também levou o troféu de Aquisição Canal Brasil de Incentivo ao Curta-Metragem. Antes, já levou o Troféu Tesourinha de Júri Popular no 8º Festival Internacional de Curtas de Brasília; o de Melhor filme pelo júri popular e melhor filme pela região Centro-oeste, Norte e Nordeste (Conne) no 7° Festival de Cinema Feminino – Tudo sobre Mulheres, em Cuiabá-MT; e Menção Honrosa no 4° Cine Tamoio – Festival de Cinema de São Gonçalo/RJ de 2019.

É Tudo Verdade

A 25º edição do É Tudo Verdade foi realizada em duas etapas de forma on-line por conta da pandemia do novo coronavírus. Os vencedores foram divulgados neste domingo (4/10) e Libelu – Abaixo a Ditadura, do diretor Diógenes Muniz, foi o grande vencedor da noite.

Maior competição de cinema não-ficcional da América Latina, o festival é classificatório para o Oscar de documentário de longa-metragem desde 2018, o que permite aos vencedores estarem automaticamente qualificados para inscrição no Oscar do próximo ano.