Fabiula Nascimento analisa chances de Wagner Moura no Oscar
À frente da transmissão oficial, atriz celebra fase do cinema nacional e detalha o “quebra-cabeça” da Academia de Hollywood
atualizado
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O cinema brasileiro vive um momento de gala. Após o impacto de Ainda Estou Aqui no último ano, as atenções se voltam agora para O Agente Secreto, que chega à 98ª edição do Oscar com quatro indicações de peso: Melhor Filme, Filme Internacional, Ator (Wagner Moura) e Elenco.
Convidada para comandar a transmissão na HBO Max e TNT, a atriz Fabiula Nascimento conversou com a revista Quem sobre o favoritismo do longa e as complexas engrenagens da premiação. “Ouso dizer que é o melhor Oscar dos últimos cinco anos”, aposta.
O “fator Wagner Moura” e a torcida brasileira
Para Fabiula, a força do Brasil na disputa não é apenas técnica, mas cultural. Ela destaca que o “barulho” feito em festivais, aliado ao apoio caloroso do público — semelhante ao fenômeno visto com Fernanda Torres anteriormente —, fortalece a campanha.
“O Wagner tem muita moral; possui uma carreira internacional irretocável”, explica a atriz.
No entanto, ela pondera sobre o sistema de votação: “É um prêmio americano. Existe um quebra-cabeça para as indicações. Você sabe que um filme do Paul Thomas Anderson será indicado pela história do cineasta”.
Apostas e polêmicas: de Jessie Buckley a Chalamet
Embora torça por Wagner Moura, Fabiula reconhece que a Academia pode “dividir” os prêmios, dando a estatueta de Melhor Ator para outro concorrente e premiando o filme brasileiro na categoria de Melhor Elenco.
Sobre as demais categorias, a atriz não poupou críticas e elogios:
- Favorita – para ela, Jessie Buckley (Hamnet) é imbatível. “O que ela fez é de outra esfera de atuação.”
- Crítica – sobre Timothée Chalamet (Marty Supreme), a opinião é dura: “Não senti nada. Vi uma caricatura e não uma entrega de alma.”
- Destaque – o filme Pecadores, estrelado por Michael B. Jordan, é sua grande aposta técnica, especialmente pela montagem musical.

“Uma vergonha”: a falta de representatividade na Direção
Um ponto sensível na análise de Fabiula é a ausência feminina na categoria de Melhor Direção, que conta apenas com Chloé Zhao (Hamnet). “Tantas mulheres dirigiram este ano… isso é um espelho da sociedade. A arte é um lugar político e espero que a gente evolua”, desabafou.













