Doutor Sono: saiba o que esperar da sequência de O Iluminado

Filme protagonizado por Ewan McGregor narra a atormentada vida adulta de Danny Torrance anos após os horrores vividos no hotel Overlook

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1 de 1 doutor-sono7 - Foto: Warner Bros./Divulgação

Se você foi muito ao cinema ou ficou no sofá vendo filmes em 2019, é provável que tenha topado com longas da Marvel ou adaptações de Stephen King. Só na atual temporada, são quatro: Cemitério Maldito, It: Capítulo Dois, Campo do Medo (da Netflix) e, agora, o aguardadíssimo Doutor Sono, continuação do clássico O Iluminado (1980) com Ewan McGregor no papel de Danny Torrance e direção do instigante Mike Flanagan (Hush, A Maldição da Residência Hill, Jogo Perigoso).

O Metrópoles já assistiu, gostou do que viu e diz, sem dar (graves) spoilers, o que esperar da sequência. Em resumo: a melhor transposição de uma obra do escritor para a telona em anos.

Versão cinematográfica do livro homônimo de King, Doutor Sono se passa após os horrores vividos por Danny no hotel Overlook, em O Iluminado. Ele cresceu, suprimiu o quanto pôde seus poderes, mas vive às turras com fantasmas do passado.

Tudo volta à tona quando a garota Abra Stone (Kyliegh Curran), que também nutre uma “iluminação”, um brilho próprio, vira alvo da seita secreta O Verdadeiro Nó. Os membros dela, vivos há centenas ou milhares de anos, se alimentam dos talentos sobrenaturais de inocentes em busca da imortalidade. O culto é liderado por Rosa, a Cartola (Rebecca Ferguson), tão implacável quanto encantadora.

O que esperar de Doutor Sono, a sequência de O Iluminado:
Doutor Sono: saiba o que esperar da sequência de O Iluminado - destaque galeria
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<b>O olhar do diretor</b>. Aos 41 anos, Mike Flanagan dirigiu, escreveu e montou Doutor Sono, de longe seu trabalho mais ambicioso. Sem usar truquezinhos típicos de terror, como sustos repentinos (os tais <i>jump scares</i>), ele geralmente narra histórias que envolvem traumas individuais e familiares. O sobrenatural vem, às vezes, como sintoma ou resultado desses sofrimentos e angústias, em uma perspectiva que tanto assusta quanto encanta: sinergia constante entre horror, fantasia e dramas humanos. Estreou com Absentia (2011), fez burburinho no meio indie com Oculus (2013) e conquistou certa fama pop ao trabalhar com a Netflix em Hush (2016), Jogo Perigoso (2017), sua primeira adaptação de King, e a série A Maldição da Residência Hill, que ganhará segunda (e última) temporada. Também assinou a subestimada continuação Ouija: Origem do Mal (2016) e O Sono da Morte (2016), longa que demorou a chegar ao público por causa da falência da produtora Relativity Media
<b>A vilã roubando a cena</b>. Não é de hoje que a sueca Rebecca Ferguson vem se destacando em Hollywood. Conhecida como a Ilsa Faust da franquia Missão: Impossível, ela entregou boas atuações nos apenas medianos O Rei do Show (2017), O Menino que Queria Ser Rei (2018) e MIB: Homens de Preto – Internacional (2019). Também atuou nos dispensáveis Vida (2017) e Boneco de Neve (2017). Agora, finalmente ganha um papel à altura. A atriz brilha no papel de Rose, a Cartola, uma espécie de riponga superpoderosa que atravessa os anos se alimentando dos talentos especiais de pessoas com dons distintos, sobretudo crianças e adolescentes. Ela lidera o culto O Verdadeiro Nó, formado por outros andarilhos assassinos que buscam a imortalidade a qualquer custo
<b>A estreante promissora</b>. Kyliegh Curran, de 13 anos, surge para o grande público no papel de Abra Stone, a garotinha com talentos especiais caçada por Rose, a Cartola. Ela consegue se comunicar telepaticamente com Danny Torrance e articular ajuda para enfrentar o sanguinário culto. Antes de Doutor Sono, Curran atuou no musical de O Rei Leão na Broadway, interpretando Nala, e no longa independente I Can I Will I Did (2017). Na adaptação de King, a menina impressiona ao dar relevo psicológico a uma personagem complexa, ao mesmo tempo frágil e destemida, tendo de lidar desde cedo com poderes cujas extensões e consequências ela ainda não entende totalmente
<b>Remake de O Iluminado?</b> Calma! Não, claro que não. Mas não se espante ao ver algumas cenas icônicas do longa de Stanley Kubrick recriadas com extrema fidelidade em Doutor Sono. Vale lembrar que o filme de 1980, ao longo dos anos, deixou de ser "mais uma" adaptação de King e alcançou status de clássico – e isso se deve tanto à atuação de Jack Nicholson quanto à direção de Kubrick. Sabe-se que King jamais foi lá muito fã do filme. O que só tornou o trabalho de Flanagan mais encardido: prestar reverência às obras de dois grandes artistas, criando pontes entre filmes e livros, e, no meio disso tudo, tentar achar uma voz autêntica, própria
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Remake de O Iluminado? Calma! Não, claro que não. Mas não se espante ao ver algumas cenas icônicas do longa de Stanley Kubrick recriadas com extrema fidelidade em Doutor Sono. Vale lembrar que o filme de 1980, ao longo dos anos, deixou de ser "mais uma" adaptação de King e alcançou status de clássico – e isso se deve tanto à atuação de Jack Nicholson quanto à direção de Kubrick. Sabe-se que King jamais foi lá muito fã do filme. O que só tornou o trabalho de Flanagan mais encardido: prestar reverência às obras de dois grandes artistas, criando pontes entre filmes e livros, e, no meio disso tudo, tentar achar uma voz autêntica, própria

Warner Bros./Divulgação
<b>O olhar do diretor</b>. Aos 41 anos, Mike Flanagan dirigiu, escreveu e montou Doutor Sono, de longe seu trabalho mais ambicioso. Sem usar truquezinhos típicos de terror, como sustos repentinos (os tais <i>jump scares</i>), ele geralmente narra histórias que envolvem traumas individuais e familiares. O sobrenatural vem, às vezes, como sintoma ou resultado desses sofrimentos e angústias, em uma perspectiva que tanto assusta quanto encanta: sinergia constante entre horror, fantasia e dramas humanos. Estreou com Absentia (2011), fez burburinho no meio indie com Oculus (2013) e conquistou certa fama pop ao trabalhar com a Netflix em Hush (2016), Jogo Perigoso (2017), sua primeira adaptação de King, e a série A Maldição da Residência Hill, que ganhará segunda (e última) temporada. Também assinou a subestimada continuação Ouija: Origem do Mal (2016) e O Sono da Morte (2016), longa que demorou a chegar ao público por causa da falência da produtora Relativity Media
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O olhar do diretor. Aos 41 anos, Mike Flanagan dirigiu, escreveu e montou Doutor Sono, de longe seu trabalho mais ambicioso. Sem usar truquezinhos típicos de terror, como sustos repentinos (os tais jump scares), ele geralmente narra histórias que envolvem traumas individuais e familiares. O sobrenatural vem, às vezes, como sintoma ou resultado desses sofrimentos e angústias, em uma perspectiva que tanto assusta quanto encanta: sinergia constante entre horror, fantasia e dramas humanos. Estreou com Absentia (2011), fez burburinho no meio indie com Oculus (2013) e conquistou certa fama pop ao trabalhar com a Netflix em Hush (2016), Jogo Perigoso (2017), sua primeira adaptação de King, e a série A Maldição da Residência Hill, que ganhará segunda (e última) temporada. Também assinou a subestimada continuação Ouija: Origem do Mal (2016) e O Sono da Morte (2016), longa que demorou a chegar ao público por causa da falência da produtora Relativity Media

Gregg DeGuire/FilmMagic
<b>A vilã roubando a cena</b>. Não é de hoje que a sueca Rebecca Ferguson vem se destacando em Hollywood. Conhecida como a Ilsa Faust da franquia Missão: Impossível, ela entregou boas atuações nos apenas medianos O Rei do Show (2017), O Menino que Queria Ser Rei (2018) e MIB: Homens de Preto – Internacional (2019). Também atuou nos dispensáveis Vida (2017) e Boneco de Neve (2017). Agora, finalmente ganha um papel à altura. A atriz brilha no papel de Rose, a Cartola, uma espécie de riponga superpoderosa que atravessa os anos se alimentando dos talentos especiais de pessoas com dons distintos, sobretudo crianças e adolescentes. Ela lidera o culto O Verdadeiro Nó, formado por outros andarilhos assassinos que buscam a imortalidade a qualquer custo
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A vilã roubando a cena. Não é de hoje que a sueca Rebecca Ferguson vem se destacando em Hollywood. Conhecida como a Ilsa Faust da franquia Missão: Impossível, ela entregou boas atuações nos apenas medianos O Rei do Show (2017), O Menino que Queria Ser Rei (2018) e MIB: Homens de Preto – Internacional (2019). Também atuou nos dispensáveis Vida (2017) e Boneco de Neve (2017). Agora, finalmente ganha um papel à altura. A atriz brilha no papel de Rose, a Cartola, uma espécie de riponga superpoderosa que atravessa os anos se alimentando dos talentos especiais de pessoas com dons distintos, sobretudo crianças e adolescentes. Ela lidera o culto O Verdadeiro Nó, formado por outros andarilhos assassinos que buscam a imortalidade a qualquer custo

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<b>A estreante promissora</b>. Kyliegh Curran, de 13 anos, surge para o grande público no papel de Abra Stone, a garotinha com talentos especiais caçada por Rose, a Cartola. Ela consegue se comunicar telepaticamente com Danny Torrance e articular ajuda para enfrentar o sanguinário culto. Antes de Doutor Sono, Curran atuou no musical de O Rei Leão na Broadway, interpretando Nala, e no longa independente I Can I Will I Did (2017). Na adaptação de King, a menina impressiona ao dar relevo psicológico a uma personagem complexa, ao mesmo tempo frágil e destemida, tendo de lidar desde cedo com poderes cujas extensões e consequências ela ainda não entende totalmente
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A estreante promissora. Kyliegh Curran, de 13 anos, surge para o grande público no papel de Abra Stone, a garotinha com talentos especiais caçada por Rose, a Cartola. Ela consegue se comunicar telepaticamente com Danny Torrance e articular ajuda para enfrentar o sanguinário culto. Antes de Doutor Sono, Curran atuou no musical de O Rei Leão na Broadway, interpretando Nala, e no longa independente I Can I Will I Did (2017). Na adaptação de King, a menina impressiona ao dar relevo psicológico a uma personagem complexa, ao mesmo tempo frágil e destemida, tendo de lidar desde cedo com poderes cujas extensões e consequências ela ainda não entende totalmente

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