Escape Room (EUA, 2019), novo filme de Adam Robitel com estreia nesta quinta-feira (7/2), é um prato cheio para jovens amantes de jogos mentais. Inspirado na diversão juvenil que virou febre mundial, o roteiro propõe pena mortal para os protagonistas que não conseguem sair das salas de fuga. Com um quê de Jogos Mortais (2005) versão teen, o longa-metragem começa empolgante, chega a envolver a plateia, mas derrapa no excesso de clichês.

A trama mostra seis pessoas com estilos de vida bem distintos, que aceitam participar de uma competição com prêmio de US$ 10 mil para o vencedor. A brincadeira mede a capacidade dos jogadores de decifrar enigmas e montar quebra-cabeças, mas, diferentemente do jogo real, o desafio de Robitel pune os perdedores com a morte.

Sony Pictures/Divulgação

Novo suspense de Adam Robitel começa empolgante, mas vai perdendo ritmo no decorrer da trama

 

Sem grandes estrelas de Hollywood, o elenco conta com algumas figuras conhecidas dos assinantes da Netflix. Entre elas, Taylor Russell, da série Perdidos no Espaço, e Deborah Ann Woll, de O Demolidor. Compõem a escalação Nik Dodani e Logan Miller, do filme O Bom Vizinho (2016), e Jay Ellis, do vindouro Top Gun: Maverick. Bem entrosado, os atores convencem o espectador da relação afetiva que, rapidamente, o grupo cria em cena.

É possível tirar boas reflexões de Escape Room. Robitel acerta em cheio na distribuição dos papéis ao escolher um homem negro para interpretar o personagem mais bem-sucedido do grupo. Ou, ainda, ao colocar uma mulher para dar vida a uma ex-oficial do exército americano e uma jovem negra para assumir o posto de gênio do time. São essas pequenas quebras de estereótipos preconceituosos que nos fazem ter um olhar mais afetuoso e cheio de empatia para o conjunto da obra do cineasta.

Erros
Uma das falhas do longa é a constante oscilação de ritmo do filme. Alguns dos sete desafios são empolgantes, em outros as ações previsíveis fazem a história perder boa parte da graça. Há, ainda, resoluções mal explicadas como (alerta de spoiler!) quando uma das mocinhas é dada como morta e reaparece triunfal, com uma garra e força que não tinha demonstrado em mais da metade da produção.

O diretor também perde o tom e a hora para finalizar o filme em grande estilo. O cineasta prefere dar início a um desenrolar da trama, mostrando não só a vida pós-jogo de quem sobrevive mas também apresentando a criação do novo desafio – dando, assim, espaço para uma sequência da obra.

Avaliação: Bom