Corpo de Hector Babenco é velado na Cinemateca em São Paulo
Velório ocorre no grande salão da Cinemateca, em São Paulo. Entre os presentes estão amigos e admiradores como Drauzio Varela, Eduardo Suplicy e Lais Bodansky

E, afinal, não foi ‘o maldito câncer’ que o levou. A viúva de Hector Babenco, Bárbara Paz, a quem ele dirigiu no teatro (Hell e Vênus de Visom) e no cinema (Meu Amigo Hindu), conta, entre lágrimas. “Após o procedimento, ele estava feliz. Chegou a cantar tango e a fazer planos. E aí, à noite, o coração o traiu. Depois de lutar tanto contra o câncer, foi o coração que falhou.”
Hector Babenco estava hospitalizado no Sírio-Libanês para um procedimento que nem era complicado. Morreu no fim da noite de quarta-feira (13/7), de uma parada cardiorrespiratória. Mas bem antes disso já havia determinado, diretor que era, como gostaria que fosse seu funeral. “Não queria saber de Câmara nem Assembleia. Queria a Sala Cinemateca, e que fosse uma cerimônia simples, com champanhe e docinhos para os amigos.” O próprio Babenco, grande criador de atmosfera, teria aprovado o clima no grande salão da Cinemateca. É ali que está sendo velado nesta sexta.Presentes estão, entre muitos amigos e admiradores, o médico Drauzio Varela, o ator Paschoal da Conceição, o senador Eduardo Suplicy, o criador do Festival É Tudo Verdade, Amir Labaki, e a diretora da Mostra de São Paulo, Renata Almeida.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA também diretora de cinema Lais Bodanzky disse que Babenco não era só uma referência profissional. Estava acompanhada pela mãe. “Meus pais eram amigos de longa data do Hector. Eu o conhecia desde pequena. Está sendo uma fase difícil para todos. Muitas mortes, tudo o que está ocorrendo no Brasil e no mundo.” A pedido da família, a imprensa foi mantida à distância. Mas, nos depoimentos, todos os que chegavam ou saíam eram unânimes – “Grande perda”.



