Bloco alternativo movimenta a noite do Setor Carnavalesco Sul

O Entro Hétero e Saio Virad@ levou milhares de foliões no último dia da festa candanga

Andre Borges/Esp. Metrópoles

atualizado 25/02/2020 22:23

No começo da noite desta terça-feira (25/02/2020), foi a vez de o Bloco Entro Hétero e Saio Virad@ movimentar o Palco 24 do Setor Carnavalesco Sul (SCS). Os shows tiveram início às 18h30 e foram encerrados às 22h. Cerca de 12,5 mil pessoas foram ao local, e a entrada chegou a ser fechada devido à quantidade de público.

De acordo com o organizador do bloco, Allysson Prata, 28 anos, esta é a primeira vez que o grupo se apresenta no Carnaval no DF. “Este ano, através do Distrito Drag, recebemos o convite para estar aqui. Nossa ideia é conseguir levar para todo o público a diversão com respeito, não só para os LGBTs, mas os héteros, as famílias que estão aqui também. Estamos aqui para dizer que a festa é de todas cores”, destacou.

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Ginger McGaffney, 28, é uma das integrantes do bloco. Venezuelana, a drag queen está morando no Brasil há sete meses e elogia a festa brasileira. “É meu primeiro Carnaval aqui e estou amando. As pessoas estão falando muito de respeito e isso é muito bom”, ressaltou a estrangeira.

Para Danielle Sanchez, 33, o único problema do Carnaval no SCS foi a falta de organização na hora de ingressar no evento. “Eu passei mais de três horas para conseguir entrar. Eles poderiam pensar vários pontos de acesso para diminuir a tensão no início”, opinou a servidora pública.

Sobre os shows, ela diz ter percebido maior respeito neste Carnaval entre os foliões. “Acho que a galera está tendo uma consciência melhor sobre machismo. Então, quando rola algo de assédio, a galera se junta já para proteger a mulher”, salientou.

“Os próprios artistas estão o tempo todo fazendo essa afirmação de que não é não. Isso é bem legal”, completou Danielle.

Confusão

Por volta das 20h, dois episódios de confusão assustaram foliões que se divertiam no SCS. As brigas, porém, logo foram contornadas após integrantes do bloco carnavalesco pedirem apoio da Polícia Militar do DF. “Fora, fora!”, gritava o público em direção aos envolvidos. “Aqui é o Carnaval do arco-íris, do amor, da paz. Aqueles que não sabem conviver em sociedade, se retirem, por favor”, pediu o organizador Allyson Prata.

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