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Entretenimento

Audiência de streaming cresce 20% durante pandemia do coronavírus

Os dados elaborados por consultorias mostram que serviços como Netflix e Amazon Prime Video têm conquistado bons números em meio à crise

Luiz Prisco12/05/2020 05:30, atualizado 11/05/2020 17:12
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Phil Barker/Future Publishing via Getty Images
Plataforma de streaming na TV

O isolamento social, uma das principais medidas no combate à disseminação do novo coronavírus, acertou em cheio o mercado do entretenimento. Cinemas fechados, teatros inoperantes e festivais cancelados. No entanto, um mercado que já vinha em crescimento se deu bem com a onda #FiqueEmCasa: os streamings de audiovisual. Plataformas como Netflix, Amazon Prime Video, HBO Go e Globoplay viraram refúgio durante a quarentena e se tornaram uma das principais formas de diversão.

Estudo elaborado pela Conviva, uma plataforma de monitoramento de streaming, a audiência desses serviços de audiovisual cresceu 20% desde o início da pandemia de coronavírus. Em outro estudo, pesquisadores concluíram que, em comparação ao primeiro trimestre de 2019, os três primeiros meses de 2020 apresentaram aumento de 79% em horas vistas de vídeos sob demanda (categoria na qual estão Netflix, Amazon Prime Video e outros).

Somente a Netflix, hoje o maior player do mercado, registrou em abril um crescimento de 15,7 milhões de usuários globalmente. “Como outros serviços de entretenimento caseiro, estamos vendo temporariamente o aumento do número de assinantes”, escreveu a empresa em um comunicado destinado aos acionistas.

Outro dado que mostra a atual força do segmento foi revelado pela Kantar Ibope Media. Segundo a consultoria, o uso de televisões para assistir ao streaming cresceu 33% durante a pandemia – saltando de 3,9 para 6,5 pontos em um mês.

Para Carlos Jáuregui, pesquisador e professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o aumento é natural, dado que as pessoas estão isoladas socialmente e com pouca variedade de entretenimento.

“Este período tem descobrimentos. Algumas pessoas que não acessavam os serviços por barreiras tecnológicas ou desconhecimento, tornam-se usuárias. Podemos falar que a tendência é o streaming no consumo audiovisual”, aponta o professor, autor de estudos sobre o impacto cultural desses serviços.

Lançamentos

Apesar da interrupção nas gravações de novos conteúdos, os streamings seguem promovendo estreias: a Globoplay, por exemplo, lançou recentemente a série Todas as Mulheres do Mundo.

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Filme Ricos de Amor foi lançando em abril pela Netflix
Dias Sem Fim é uma aposta  do streaming no período de quarentena
Valéria estreou na última sexta (08/05)
Todas as Mulheres do Mundo chegou ao Globoplay em 23 de abril de 2021
Cena da série Hollywood: um dos lançamentos de maio da Netflix
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Cena da série Hollywood: um dos lançamentos de maio da Netflix

Netflix/Divulgação
Filme Ricos de Amor foi lançando em abril pela Netflix
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Filme Ricos de Amor foi lançando em abril pela Netflix

Netflix/Divulgação
Dias Sem Fim é uma aposta  do streaming no período de quarentena
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Dias Sem Fim é uma aposta do streaming no período de quarentena

Netflix/Divulgação
Valéria estreou na última sexta (08/05)
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Valéria estreou na última sexta (08/05)

Netflix/Divulgação
Todas as Mulheres do Mundo chegou ao Globoplay em 23 de abril de 2021
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Todas as Mulheres do Mundo chegou ao Globoplay em 23 de abril de 2021

Globo/Divulgação

Já a Netflix soltou na duas últimas semanas, produções como Dias Sem Fim, Hollywood e a comédia nacional Ricos de Amor.

“É um momento no qual as pessoas estão querendo se distrair, as famílias buscam conteúdos mais leves para alivar a pressão”, comenta Fernanda Paes Lemes, uma das atrizes de Ricos de Amor.

Pós-pandemia

No documento enviado aos acionistas, a Netflix traça planos para o momento de relaxamento do distanciamento social – que ainda não começaram, oficialmente, nos EUA e no Brasil.

“Esperamos ver uma queda nos números e uma desaceleração no volume de assinantes à medida que o confinamento acabe, o que desejamos seja em breve”, diz a empresa.

“O mercado vai se ajustar a nova condição, com o ‘novo normal’, as pessoas irão matar as saudades de outros divertimentos, mas não terá um enxugamento, mas uma readequação”, conclui Carlos Jáuregui.

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