Vídeo: traficante anunciava maconha gourmet em feira de droga on-line

Os interessados sinalizavam a compra e a erva escolhida era entregue por meio de serviço que simulava um falso delivery de comida

atualizado 24/07/2021 8:06

maconhaReprodução

Alcançar o maior número de usuários e fazer dinheiro rápido com a venda de drogas “diferenciadas” eram os principais objetivos de dois traficantes que atuavam no Distrito Federal. A dupla usava os Stories das redes sociais para promover uma feira de drogas gourmet 0n-line.

Diversas maconhas gourmet eram oferecidas já com valores fixados. Os interessados sinalizavam a compra e a erva escolhida era entregue por meio de serviço que simulava um falso delivery de comida. A cada semana, havia um tipo de entorpecente exposto nos Stories do perfil de um dos criminosos, um jovem de 19 anos.

A Operação Offline, desencadeada pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), desarticulou o esquema conduzido pelos suspeitos e ambos foram presos, na sexta-feira (23/7). De acordo com as investigações, todas as negociações eram travadas pela internet, e o contato físico entre os fornecedores e os usuários ocorria apenas no momento da entrega.

Comércio eletrônico

A investigação sobre a feira da droga on-line teve início após denúncia anônima indicando o envolvimento dos suspeitos no tráfico de entorpecentes. Policiais da Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 5ª DP monitoraram os traficantes e confirmaram que a dupla utilizava um sistema de comércio eletrônico de drogas, no qual realizava publicações constantes em diversas redes sociais

Os compradores entravam em contato por meio de aplicativos de trocas de mensagens e combinavam um local onde ocorreria a entrega. Na casa do suspeito, foram encontrados cerca de dois quilos de maconha colombiana prensada e algumas porções já fracionadas para venda, além de dinheiro, balança de precisão e a bolsa utilizada para a entrega.

As investigações têm demonstrado que os traficantes passaram a utilizar da rede mundial de computadores para comercializar entorpecentes, uma vez que o território é novo e as apurações são mais específicas para coibir o tráfico.

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