Vídeo. Mulher passa mal em fila do CRAS por horas de espera

Em busca de auxílio do governo, famílias em situação de vulnerabilidade aguardam horas pelo acolhimento em diversos pontos do DF

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1 de 1 Mulher passando mal - Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Pessoas em situação de vulnerabilidade social continuam a enfrentar longas filas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do Distrito Federal. Nesta segunda-feira (7/11), uma mulher passou mal no Paranoá.

Segundo o Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do DF (Sindsac), a mulher foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do DF (Samu).

Veja vídeo do socorro:

 

Nesta segunda-feira, foram registradas longas filas também nos CRAS de Planaltina, Ceilândia e Itapoã, por exemplo. De acordo com os servidores, há casos de pessoas esperando nas filas desde domingo (6/11).

Veja imagens das filas:

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Segundo servidores, a principal causa do problema é o déficit de pessoal
Há registros de longas filas no Paranoá, Planaltina, Itapoã e Ceilândia
Além da falta de pessoal, serviço sofre com problemas logísticos e de segurança
Pessoas em situação de vulnerabilidade enfrentam longas filas no CRAS
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Pessoas em situação de vulnerabilidade enfrentam longas filas no CRAS

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Segundo servidores, a principal causa do problema é o déficit de pessoal
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Segundo servidores, a principal causa do problema é o déficit de pessoal

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Há registros de longas filas no Paranoá, Planaltina, Itapoã e Ceilândia
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Há registros de longas filas no Paranoá, Planaltina, Itapoã e Ceilândia

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Além da falta de pessoal, serviço sofre com problemas logísticos e de segurança
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Além da falta de pessoal, serviço sofre com problemas logísticos e de segurança

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Ao longo dos últimos meses, o problema das filas nos CRAS segue sem solução. Em agosto, uma mulher morreu enquanto aguardava atendimento.

Segundo o diretor do Sindsac, Clayton Avelar, o déficit de servidores para o atendimento é a principal causa das longas filas. Pelas contas do sindicato, o DF conta com mil profissionais, quando deveria ter 5.5 mil.

O Governo do Distrito Federal (GDF) chegou a contratar uma Organização da Sociedade Civil (OSC). Mas a instituição faz apenas o registro no cadastro único ou atualização de beneficio. A concessão é feita pelos servidores.

“De imediato, temos 300 agentes sociais que precisam terminar o segundo curso de formação para fazer o atendimento e ainda 230 especialistas esperando a convocação. Se o governo chamasse eles teríamos mais 530 pessoas”, sugeriu Avelar.

Outros problemas

Pelo diagnóstico do sindicato, a melhoria do acolhimento nos CRAS depende de investimentos urgentes em logística. As unidades contam com espaços muito pequenos para atender uma demanda crescente de pessoas.

Além disso, algumas regiões administrativas precisam de mais centros, a exemplo de Ceilândia. Pelas contas da categoria, a cidade precisa de pelo menos quatro novas unidades. Outra preocupação é com a falta de segurança.

Outro lado

O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) sobre a questão. Por nota, a pasta informou que empenha esforços constantes para reduzir a espera das famílias por atendimentos socioassistenciais.

“Nos últimos meses, uma série de atitudes foram tomadas, como chamamento de mais servidores, aumento na carga horária de mais de 500 trabalhadores de 30 para 40 horas semanais, parcerias com o Corpo de Bombeiros Militar do DF, com a Emater, com uma entidade da sociedade civil e com a Defensoria Pública na realização de mutirões de atendimento”, elencou a secretaria.

Segundo a pasta, a secretaria argumentou que, em dois anos, saiu de um contingente de cerca de 1,1 mil servidores para mais de 1,8 mil. A pasta pretende seguir com os chamamentos de pessoas aprovadas em concurso público.

“Por fim, uma pessoa que, aparentemente, aguardava agendamento, sentiu-se mal. Prontamente, o Samu apareceu para prestar os primeiros atendimentos e encaminhá-la para uma unidade médica”, concluiu a nota.

A reportagem também acionou a Secretaria de Saúde para saber o estado de saúde da mulher. A pasta não informou a situação da paciente, alegando estar seguindo a legislação, o Código de Ética Médica e a Lei de Acesso à Informação.

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