Vídeo: empresário do DF apanha após fazer festa clandestina e dar calote em 22 DJs

Henrique Ferraz é acusado de não pagar músicos, Drag Queen e seguranças. A festa foi interrompida após revolta de contratados

atualizado 26/01/2021 14:46

O produtor Henrique Ferraz é acusado de dar calote em vários funcionários contratados para um evento. A festa clandestina, intitulada Hórus – Deuses do Egito, foi interrompida por volta das 8h de domingo (24/1) por revolta dos que não haviam recebido pagamento. Ele chegou a apanhar de pessoas presentes no evento sediado em uma chácara de Brazlândia.

produtor Henrique Ferraz
Henrique Ferraz, produtor acusado de calote

A página do Instagram vip baladaas reuniu diversos relatos de pessoas insatisfeitas, alegando não terem recebido pagamento. Em uma das mensagens enviadas, um prestador de serviço que se identificou como um dos 22 DJs contratados alega que ainda não teve o pagamento quitado.

Outro prestador de serviço conta que Henrique teria começado a pedir dinheiro emprestado para várias pessoas na tentativa de cobrir os custos. “Parece que ele está pagando algumas pessoas depois que descobriram o endereço dele”, contou. “Ele cobrou os convidados na hora lá e levantou 3 mil para pagar o dono da chácara, mas não foi  suficiente para pagar quem ele deve.” Ainda segundo a testemunha, que também contatou a vip_baladaas, Henrique parou de responder ligações e mensagens.

Uma mulher que pediu para ter a identidade preservada afirma que foi contratada para o bar. O combinado teria sido feito meses antes.

“Todos nós imaginávamos que iria ser a festa do ano, que realmente iria ser muito boa, por conta de toda a divulgação, etc… Vim para Brasília e na mesma semana da festa conversei com o produtor dele, mandando os meus dados pessoais”, disse ao Metrópoles.

“O combinado foi de recebermos um valor de R$ 200 em duas diárias, que seria equivalente a R$ 100 cada diária de 12 horas. Trabalharíamos de 22h de sábado até meia-noite de domingo, com direito a café da manhã e almoço.”

Ao chegar ao local, no entanto, ela foi impedida de trabalhar. “Passaram a noite mandando a gente ficar, dizendo que ia precisar da gente para fazer outra coisa e depois de quase 5 horas em pé, sem beber água, sem comer, sem nada, simplesmente disseram que não ia precisar mais”, relata.

Ao cobrar o pagamento, Henrique teria dado desculpas evasivas. “Ele fez uma transferência agendada pra cair hoje (25/1)  e simplesmente deve ter cancelado, porque não caiu na conta.” A jovem ressalta, ainda, que não tinha o dinheiro da gasolina para voltar depois da festa e que só conseguiu após pressionar muito Henrique.

A Drag Queen LuShonda também havia sido contratada para o evento. Em entrevista ao Metrópoles, ela conta que a revolta não foi pelo dinheiro, e sim pela consideração. “Eu sou profissional. Esse é o meu trabalho, meu ganha-pão. Não é por dinheiro, o negócio é o desrespeito”, alega.

LuShonda disse que chegou à festa Horus por volta de 1h da manhã de domingo. “Falei com os seguranças, com os DJs, fotógrafos. Ninguém tinha recebido. Foi assim que percebi que era um calote.”

Ela relata ter recebido o pagamento apenas um dia depois, e que precisou ir embora da festa de carona. Afirma ainda que procurou Henrique diversas vezes durante o evento, mas que ele dizia não poder pagar na hora. O marido de LuShonda e Henrique brigaram no fim da festa.

A redação tentou contato com Henrique Ferraz, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

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