Vídeo: amigos relembram 1 semana de morte de técnico de enfermagem do Hran
Colegas de trabalho cantaram e rezaram em homenagem a Hiran Rodrigues Lima, primeiro servidor do Hran vítima da Covid-19
atualizado
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Amigos de Hiran Rodrigues Lima, primeiro funcionário do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) vítima do coronavírus, fizeram uma homenagem ao colega, nesta quarta-feira (8/7), dia em que completa uma semana do falecimento do técnico de enfermagem.
Em círculo, os companheiros de profissão cantaram músicas religiosas, fizeram orações e relembraram a vida do homem, considerado um dos verdadeiros heróis da pandemia, que lidava com a doença no front do combate.
No dia do anúncio da morte de Hiran, emocionados, profissionais de saúde do Hran choraram juntos, enquanto falavam do quanto a convivência com o técnico de enfermagem que, além de excelente profissional, segundo eles, era agradável.
“O Hiran era um dos servidores mais antigos e de maior competência no PS/Box. Referência para toda a equipe, uma pessoa ímpar, que fazia o melhor pelos pacientes, além de ser parceiro em todos os momentos”, disse a dra. Mayra Rocha Machado, colega da vítima
O Hospital Regional da Asa Norte é referência no atendimento aos pacientes da Covid-19 na capital federal.
Veja o vídeo:
“Eu sempre admirei o Hiran e falava isso constantemente lá no trabalho. Vivemos em um ambiente estressante, e o Hiran era uma pessoa muito calma. Tranquila”, disse um colega, bastante emocionado. A homenagem terminou com a oração do Pai Nosso e uma salva de palmas.
Segundo o diretor e vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do DF (Sindate), Newton Batista, toda a categoria, que está no front do combate à pandemia, está desolada. “A situação está piorando, está caótica. E não é porque um colega faleceu, não. Eu vejo as coisas dentro das UTIs. É triste”, frisa.
Newton diz que há outros dois colegas internados, em UTIs do DF, por conta da Covid-19, ambos em estado grave. “O número de leitos está ficando escasso a cada dia. As imagens de dentro do pronto-socorro de Ceilândia são desoladoras. Há um sentimento de impotência dos profissionais, porque os pacientes estão chegando a cada dia. E faltam EPIs”, desabafa.













