Veja em quais regiões do DF foi identificada a variante Delta da Covid-19

A Secretaria de Saúde confirmou a mutação agressiva do coronavírus originária da Índia em moradores da capital

atualizado 22/07/2021 9:44

vírusUnsplash/Fusion Medical Animation

A variante Delta da Covid-19 foi identificada pela Secretaria de Saúde no Distrito Federal. Após análise epidemiológica realizada pelo Laboratório Central (Lacen-DF), onde são monitorados e sequenciados todos os casos ativos da doença, verificou-se que moradores de Planaltina, Plano Piloto e Santa Maria têm a doença, classificada pelo seu alto poder de transmissão de agressividade.

A informação foi confirmada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, durante coletiva de imprensa, realizada nesta quarta-feira (21/7). Ao todo, foram encontrados seis casos da mutação na capital. Ele não especificou, no entanto, quantos estariam em cada região.

“Os seis casos estão sendo investigados. Observamos o rastreamento de cada um desses seis pacientes, por onde andaram e contato que têm diariamente”, disse o secretário de Saúde, Osnei Okumoto.

Há, ainda, outros quatro casos sendo investigados em Planaltina e um em Vicente Pires, mas que ainda não foram confirmados como variantes. Essas pessoas teriam tido contato com alguns dos seis pacientes já com a doença confirmada e, por essa razão, também passam a ser monitoradas de perto pelos técnicos da pasta.

Apesar da preocupação, Gustavo Rocha disse que “não há fatos suficientes para falar sobre transmissão comunitária no DF”.

Estudos recentes indicam que a variante Delta do novo coronavírus, originária da Índia, é a mais contagiosa entre todas as cepas já sequenciadas. Segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), essa mutação tem transmissibilidade 97% maior do que a cepa original do coronavírus, que teve origem na China.

A variante Delta já está presente em mais de 96 países, é predominante em alguns deles, e preocupa a OMS. A estimativa da entidade é que, em alguns meses, a variante prevaleça em todo o mundo.

No Brasil, alguns casos da Covid-19 causada pela variante já foram identificados em estados como Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Até o momento, foram registrados dois óbitos em pessoas com a cepa: uma gestante de 42 anos no Paraná, e um tripulante de 54 anos de um navio chinês atracado no Maranhão.

Para evitar mais um pico da pandemia no país, algumas unidades federativas pretendem antecipar a segunda aplicação da vacina – visto que a maioria dos imunizantes se mostrou eficaz contra a variante, até o momento, mas funciona melhor após a administração da segunda dose. No Reino Unido, por exemplo, a maior parte dos infectados é composta por jovens que ainda não se vacinaram e pessoas com mais de 50 anos que não receberam a segunda dose.

Transmissão

A Delta é considerada a variante mais transmissível entre as cepas do coronavírus. Por conta de um conjunto de mutações, ela é mais eficaz em invadir as células do corpo e se multiplica em maior quantidade do que as versões prévias do Sars-CoV-2.

A cepa também causa sintomas um pouco diferentes dos já esperados para a infecção por Covid-19; entre os principais prognósticos da variante Delta, incluem-se: nariz escorrendo, dor de cabeça, febre e dor de garganta. A perda de olfato e paladar, tão frequente em infecções com outras mutações, não apresenta tanta reincidência.

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