Veja como ficou o apartamento após explosão de gás em Taguatinga
Vazamento de gás causou dois estouros, feridos e destruiu cozinha no 1º andar nesta sexta (31/7), mas prédio não teve abalo estrutural

Duas explosões consecutivas causadas por vazamento de gás de cozinha (GLP) deixaram duas pessoas feridas na manhã desta sexta-feira (31/7), em um prédio residencial na comercial da CNG 8, em Taguatinga. O acidente ocorreu no primeiro andar do edifício e deixou a cozinha do apartamento praticamente destruída, além de espalhar fuligem e forte odor de gás por outros cômodos. As vítimas são a moradora do imóvel e o marceneiro Cleyton Batista, funcionário de uma loja vizinha, que tiveram queimaduras.
Veja:
De acordo com relatos de testemunhas, o acidente foi marcado por dois estouros em sequência. O primeiro ocorreu no momento em que a proprietária acendeu o fogão. O segundo aconteceu minutos depois, quando o trabalhador da loja próxima tentou socorrê-la, ocasião em que ele sofreu queimaduras de segundo grau.
Lauro Minervino Junior, filho da moradora, explicou que a mãe havia acabado de trocar o botijão de gás (P-13) e, ao acender a boca do fogão para fazer café, foi surpreendida pelas labaredas. No imóvel, estavam a mulher e seu cachorro, Thor, que ficou assustado com o impacto, mas não se feriu.
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Ver todasIncêndio em prédio
- Um incêndio atingiu o primeiro andar de um prédio residencial na comercial da CNG 8, em Taguatinga, na manhã desta sexta-feira (31/7), após uma explosão resultado de um vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha.
- Duas pessoas ficaram feridas, segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
- Além de duas pessoas feridas, o incêndio causou danos materiais ao apartamento, que teve a cozinha praticamente destruída e alguns cômodos atingidos por forte odor e manchas.
O marceneiro Cleyton Batista, que trabalha na loja de MDF localizada no térreo do prédio, correu para ajudar assim que ouviu os gritos. Ele sofreu queimaduras de segundo grau nos braços e no rosto e foi encaminhado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), recebendo alta médica horas depois.
Já a proprietária do apartamento teve queimaduras de primeiro grau, mas recusou o transporte ao hospital oferecido pelos socorristas, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
“Foi um livramento”, relata o marceneiro
Cleyton contou que, ao chegar ao pavimento do apartamento, encontrou a porta fechada. Assim que a idosa abriu a entrada, ele percebeu um cheiro insuportável de gás e decidiu entrar para tentar conter o vazamento.
“Eu perguntei para ela onde ficava o botijão. Ela falou que era ali. Quando abri a porta de MDF, só vi o fogo subindo. Só deu tempo de botar a mão no rosto. Queimei só os braços mesmo e um pouquinho da superfície no rosto”, disse.
O trabalhador acredita que a mangueira ou a válvula do botijão já vazavam há algum tempo antes do acendimento do fogão.
“Foi um livramento porque poderia ser o quê? Eu poderia ter ignorado ela, ter ido trabalhar, e poderia ter acontecido algo pior. Então, primeiro, só tive a reação mesmo de subir, nem pensei duas vezes, só subi, porque ela estava desesperada”, afirmou.
Atendimento a ocorrência
O capitão Antônio José Oliveira Nascimento, do CBMDF, informou que a corporação foi acionada por volta das 8h. Ao chegar ao endereço, a equipe confirmou que o fogo teve início com a faísca do fogão em um ambiente saturado pelo gás GLP.
As chamas foram totalmente controladas pelos militares por volta das 8h50. Após avaliação técnica da perícia, o imóvel foi liberado aos moradores, pois não foram identificados abalos na estrutura do prédio — apenas o desplacamento do reboco do teto e das paredes da cozinha.



























