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Distrito Federal

Último preso na Operação Mr. Hyde ganha liberdade provisória

Micael Alves, apontado pela Polícia Civil e Ministério Público como um dos operadores do esquema, estava preso desde setembro de 2016

04/12/2017 17:35, atualizado 04/12/2017 17:54
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Michael Melo/Metrópoles
Último preso na Operação Mr. Hyde ganha liberdade provisória

O último suspeito de integrar a Máfia das Próteses que ainda estava preso foi solto após a Justiça conceder a liberdade provisória, nesta segunda-feira (4/12). Micael Bezerra Alves, apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público como um dos operadores do esquema, havia sido detido em 1º de setembro de 2016, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Mr Hyde.

A Justiça entendeu que a liberdade provisória  de Micael se fez necessária porque o réu estava preso há mais de um ano sem julgamento e, portanto, sem sentença proferida. De acordo com as investigações da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), Micael seria um dos donos da empresa TM Medical e braço direito do médico Johnny Wesley, considerado o líder da organização criminosa. Wesley também ganhou a liberdade semana passada, após apelação feita ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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A participação de Micael e Wesley no esquema ficou comprovada, segundo os investigadores, por meio de uma série de interceptações telefônicas. Em uma delas, Micael é flagrado em conversa dizendo que já havia sacado R$ 50 mil em uma agência bancária. A quantia seria entregue a um médico nas imediações de um hospital no Plano Piloto. O inquérito policial relata que investigadores cogitaram monitorar a entrega do dinheiro, mas, para não colocar a operação em risco, os agentes decidiram não acompanhar o pagamento da propina naquele momento.

O esquema
Segundo as investigações, ao menos uma empresa, a TM Medical, fornecia órteses, próteses e equipamentos à organização criminosa. Quanto mais materiais caros eram usados em cirurgias para colocação desses equipamentos, maior era a propina recebida pelos médicos, que chegavam a ganhar 30% extras sobre o valor pago pelos planos de saúde pela intervenção nos pacientes.

Desde que o caso veio à tona, ao menos 60 vítimas do esquema procuraram a polícia para prestar depoimento. Os relatos incluem mutilações e tentativa de homicídio, segundo consta no inquérito.

A Operação Mr. Hyde foi deflagrada em 1° de setembro. Naquela quinta-feira, 13 pessoas foram presas, incluindo médicos acusados de participar da Máfia das Próteses. No dia seguinte, cinco conseguiram habeas corpus no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e deixaram a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).