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Quanto mais materiais caros eram usados em cirurgias para colocação de órteses e próteses, maior era a propina recebida pelos médicos, que chegam a ganhar 30% extras sobre o valor pago pelos planos de saúde pela intervenção nos pacientes. Essa é a conclusão que a Polícia Civil e o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) chegaram, ao investigar a chamada máfia das próteses. As duas instituições são responsáveis pela Operação Mister Hyde, deflagrada nesta quarta-feira (1º/9)

“Uma verdadeira organização criminosa se formou ao redor da doença das pessoas. Esse esquema conta com a participação de médicos, hospitais e as empresas que vendem os materiais. As fornecedoras pagam propina para terem seus produtos usados pelos médicos. São eles que escolhem quais materiais querem usar durante a intervenção cirúrgica. Quem não paga não vende e acaba engolido pelo cartel”, explicou uma fonte ouvida pelo Metrópoles.

Além dos pacientes, que correm risco de sofrer sequelas provocadas pelas lesões intencionais, o outro alvo do esquema são os planos de saúde, que acabam pagando mais caro por uma cirurgia que não necessitaria de órteses ou próteses. A propina geralmente é paga por depósito nas contas dos médicos ou então entregues em espécie nas proximidades dos hospitais onde ocorrem as cirurgias.

 

 

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