“Treinando caso ela diga não”: PMDF entra na trend e faz alerta
A PMDF fez uma alerta sobre a trend “treinando caso ela diga não”, onde jovens apareciam compartilhando conteúdos misóginos no TikTok
atualizado
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Em vídeo divulgado nas redes sociais, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) fez uma alerta sobre a trend “treinando caso ela diga não”, onde jovens apareciam compartilhando conteúdos misóginos nas redes sociais ao simular agressões contra mulheres que negassem pedido de namoro. O conteúdo também foi compartilhado no perfil do Governo do DF (GDF) e da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF).
“Esse tipo de ‘brincadeira’ de violência contra a mulher não tem graça nenhuma. Mulher não é propriedade nossa. ‘Não’ é resposta, não é provocação. O sentimento de posse é o primeiro passo para o crime. No DF a tolerância para esse crime é zero”, alerta o vídeo.
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Investigação da PF
A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito no dia 9 de março para apurar a conduta de usuários que publicaram vídeos que fazem apologia à violência contra a vida e a integridade física de mulheres nas redes sociais.
A corporação, por meio da Diretoria de Crimes Cibernéticos, ainda derrubou os perfis que publicaram conteúdos misóginos. Nos meses de fevereiro e março, alguns usuários publicaram nas redes sociais a trend “treinando caso ela diga não”.
A corporação, por meio da Diretoria de Crimes Cibernéticos, ainda derrubou os perfis que publicaram conteúdos misóginos. Nos últimos dias, alguns usuários têm publicado nas redes sociais a trend “treinando caso ela diga não”.
Na rede social TikTok, várias influenciadoras publicaram vídeos revoltadas contra a trend e pedindo atuação das autoridades no caso.
“A Polícia Federal instaurou procedimento investigativo para apurar a divulgação de conteúdos que incitavam violência contra mulheres em perfis de redes sociais. A apuração teve início após o recebimento de denúncia sobre publicações associadas a uma tendência que incentivaria esse tipo de prática”, diz PF em nota.
A decisão da PF se dá depois da Advocacia-Geral da União (AGU) apresentar, no último domingo (8/3), notícia-crime à PF solicitando a abertura do inquérito.
De acordo com dados do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), em 2025 houve 6,9 mil vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano anterior.
