Ministérios repudiam trend do TikTok “treinando caso ela diga não”
A trend mostra como homens reagiriam violentamente diante de uma rejeição feminina. Caso ganhou repercussão recentemente

O Ministério das Mulheres e o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgaram, nesta terça-feira (10/3), uma nota conjunta de repúdio contra a trend “treinando caso ela diga não”, que dissemina a violência contra a mulher.
No texto, os ministérios afirmam que “manifestam veemente repúdio à divulgação de vídeos publicados por influenciadores em redes sociais que sugerem agressões contra mulheres — inclusive com o uso de arma de fogo — e reproduzem posturas machistas e misóginas diante da possibilidade de receber um ‘não’ como resposta. O conteúdo foi amplamente disseminado no dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, contribuindo para a propagação de discursos que banalizam a violência e reforçam a cultura de discriminação contra meninas e mulheres”.
As pastas ainda anunciaram que iniciaram uma investigação para apurar os fatos. Nesta semana, a Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para investigar as postagens e determinou a derrubada de perfis em redes sociais responsáveis pela veiculação dos conteúdos.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasSegundo o MJSP, a divulgação de conteúdos que naturalizam ou incentivam a violência de gênero é inadmissível e ocorre em meio a um cenário em que o país registra, em média, quatro feminicídios e dez tentativas de feminicídio por dia.
O MJ informou que formalizou requerimento de informações à plataforma TikTok, solicitando esclarecimentos sobre o alcance e o impacto das publicações e as medidas adotadas pela empresa para prevenir e enfrentar a circulação de conteúdos violentos contra mulheres.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNas publicações compartilhadas principalmente no TikTok, homens mostram como lidariam se recebessem um “não” de uma mulher. As posturas são violentas e incluem agressões físicas e verbais.



