Após mais de 3 horas parados, rodoviários normalizam atividades no DF

Secretaria de Transporte e Mobilidade disse que as operadoras entraram em acordo com os rodoviários e o pagamento será efetuado no dia 27

atualizado 16/07/2020 13:38

Pessoas na Rodoviária do Plano PilotoRAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

Motoristas e cobradores de ônibus cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira (16/7), em diversas regiões do Distrito Federal. Segundo informações do  Sindicato dos Rodoviários, eles paralisaram as atividades às 8h pelo atraso do pagamento das horas extras de junho, em aproximadamente 10 dias.

Ônibus das empresas Marechal, São José, Urbi e Pioneira ficaram sem rodar em Santa Maria, Gama, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante, Guará, São Sebastião e Paranoá durante toda a manhã. Ao todo, 12 mil trabalhadores parados.

No fim da manhã desta quinta, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), por meio de nota, disse que as operadoras entraram em acordo com os rodoviários e o pagamento será efetuado em 27 de julho.

Os rodoviários, segundo o sindicato, deveriam ter recebido as horas extras no último dia 5. Nessa quarta-feira (15/7), a categoria havia ameaçado parar, mesmo em negociação com as empresas.

“Eles alegam dificuldades financeiras. A categoria está insatisfeita. Estamos expostos à pandemia, acordamos de madrugada correndo o risco de pegar a doença e queremos receber sem atrasos.” esclareceu o diretor do sindicato José Carlos da Fonseca, o Gibran.

As empresas pediram um prazo para realizar o pagamento e alegaram que salários e outros benefícios estão em dia. Os empresários também afirmam que não houve dispensas, enquanto diversas outras categorias sofreram com milhares de demissões durante a pandemia do novo coronavírus.

Em nota, as empresas informaram estar diante da necessidade de manterem 100% da frota em operação durante a pandemia do novo coronavírus, além da acentuada redução de 70% na demanda de passageiros nesse período, acarretando desequilíbrio financeiro e levando à falta de recursos para o custeio da operação.

Viação Pioneira, Urbi Mobilidade Urbana, Auto Viação Marechal e Expresso São José argumentam que, mesmo diante de todas as dificuldades, mantiveram os pagamentos dos funcionários em dia. Houve atraso apenas no pagamento das horas extras de seus empregados referentes ao mês de junho.

Elas confirmam ter negociado com o sindicato, mas criticam a suspensão do serviço. “Diante da necessidade da plena manutenção do serviço de transporte público para o bem-estar da população em meio à pandemia do novo coronavírus, as empresas repudiam qualquer iniciativa de paralisação”, dizem, em nota.

 

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