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Após as fortes chuvas que atingiram o Distrito Federal, na noite da última terça-feira (7/11), moradores e empresários de todas as regiões da capital ainda estão sem luz. De acordo com a Companhia Energética de Brasília (CEB), até as 19h desta quinta (9), havia 2,8 mil pedidos de atendimento pendentes. A greve dos trabalhadores da empresa agravou o problema, que já dura mais de 40 horas em alguns locais.

Segundo a CEB, não há previsão para que os chamados sejam atendidos. Isso porque os empregados estão de braços cruzados desde segunda (6).

O GDF determinou o corte de ponto dos empregados grevistas, mas as negociações ainda seguem. “A diretoria da empresa continua com canais de diálogo junto à categoria a fim de encerrar o movimento”, disse, por meio de nota.

Enquanto os serviços não são restabelecidos, a família da diarista Maria do Carmo Lima, 48 anos, contabiliza os prejuízos. Perdeu toda a comida da geladeira, não consegue puxar a água do poço artesiano e vive à luz de velas. “Desde quarta estamos sem energia e não conseguimos falar com a CEB”, afirmou a moradora do Setor Habitacional Água Quente, localizado nas proximidades de Santo Antônio do Descoberto (GO), mas ainda coberta pelos serviços do DF.

Mãe de duas filhas, Maria do Carmo afirma ainda que a escola onde elas estudam, o Centro Educacional Myriam Ervilha, também foi afetada. “Elas só tiveram duas aulas na quarta. Hoje (quinta), ainda não havia resposta sobre o funcionamento. Estão sem luz”, contou.

Moradora do Lago Norte, a funcionária pública Maria Oldemia, 61 anos, afirma ter ficado 31 horas sem energia. “Aqui caiu poste e árvores. Só na minha rua, quatro casas foram destelhadas. O prejuízo foi muito grande”, lamentou. Segundo ela, o contato com a CEB foi complicado. “Eles não davam previsão de retorno. Não tinha nem como se programar. Arrumaram o problema da padaria aqui perto, mas as casas ficaram sem luz desde a madrugada de terça”, relatou.

A moradora disse ainda que o problema só foi resolvido por volta das 11h desta quinta (9), depois de ter entrado em contato com a Administração Regional do Lago Norte. “Liguei para pedir ajuda. Já estava pensando em comprar um gerador”, disse.

Polícia Militar/Divulgação

 

Protesto
Moradores do Condomínio São Francisco, que fica na divisa do Distrito Federal, próximo a Santo Antônio do Descoberto (GO), protestaram contra a falta de água e energia elétrica que já durava dois dias na região. Durante o ato, o grupo queimou pneus e interditou a DF-280 em três pontos. O trânsito no local foi interrompido por quase uma hora e liberado às 15h.

O problema teve início na última terça-feira (7), quando um temporal atingiu a capital. Por conta de danos causados pela chuva, o abastecimento de energia elétrica foi suspenso. Como a água fornecida pela Companhia de Saneamento Básico do DF (Caesb) só chega ao condomínio por meio de bombas elétricas, também houve falta d’água.

Os moradores afirmaram que tentavam contato com a Companhia Energética de Brasília (CEB) mas não obtinham retorno. Por isso, decidiram fazer a manifestação, que só teve fim depois que a energia na região foi religada durante a tarde desta quinta.

 

 

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