Teto rachado e extintores secos: as imagens atuais do antigo Centrad. Veja vídeo
Estrutura apresenta deteriorações devido aos anos sem uso. GDF mobiliza força-tarefa para ocupar o complexo em até três meses
atualizado
Compartilhar notícia

Os tetos dos prédios do Centro Administrativo do DF (CAD-DF), o antigo Centrad, estão repletos de rachaduras, trincas, mofo e infiltrações. Para começar a ocupação do complexo, além da impermeabilização dos telhados, o Governo do Distrito Federal (GDF) terá de realizar uma série de obras e intervenções, como recarregar os extintores, que estão secos em sua maioria.
Veja imagens do cenário atual do CAD-DF:
A governadora Celina Leão (PP) anunciou recentemente a utilização do CAD-DF por parte do Executivo. Na primeira etapa, cinco blocos serão ocupados, representando 31% de todo o complexo.
A Secretaria de Obras será a primeira pasta a se transferir. Depois, farão a mudança as secretarias de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Governo, Meio Ambiente (Sema), Transporte e Mobilidade (Semob), DF Legal, Casa Militar, Casa Civil, e o gabinete da governadora. A definição das baias e divisórias será feita na sequência.
“Devido aos quase 12 anos sem utilização, houve infiltrações e os prédios precisam que a gente refaça a impermeabilização em toda a parte superior”, afirmou o secretário de Obras, Valter Casimiro.
Os prédios necessitam ainda de serviços de limpeza, pintura e troca de pisos. “Para a colocação do piso, já temos tudo guardado no depósito, falta só a colocação e o encaixe. Toda a parte elétrica e de dados já está instalada, basta fazer as conexões e ligar com a internet”, explicou.
O Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) começou, na terça-feira, a avaliar o sistema de segurança contra incêndios do prédio. A corporação pediu ajustes e recarga de extintores, ensaios de prevenção e placas de sinalização de saídas de emergência.
O governo estima gastar até R$ 1,8 milhão em cada dos cinco blocos. Na avaliação do secretário de Obras, a transferência deve começar em dois meses. Celina Leão planeja concluir a ocupação em 90 dias.
Segundo o secretário, a gestão do CAD-DF ficará sob responsabilidade da Secretaria de Economia. O complexo tem mil vagas de garagem cobertas e 5 mil a céu aberto. No quesito segurança, conta com 13 seguranças por turno. Mas na medida da mudança das secretarias, receberá os vigilantes de cada pasta. Os prédios terão controle de acesso.
Trânsito
O governo fará novas intervenções viárias. A princípio, as obras não vão impactar a avenida Elmo Serejo, localizada ao lado do CAD-DF. “A gente identificou que vai ser necessário um retorno no acesso, para que quem queira voltar para o CAD-DF não precise entrar na Elmo Serejo”, contou.
O governo também está fazendo um novo acesso à avenida Elmo Serejo. Uma via interna do CAD-DF será liberada para o trânsito, justamente para o acesso do público. A pista fica perto do estacionamento a céu aberto. O centro também conta com um acesso ao Metrô.
Segundo o GDF, a ocupação do Centrad é importante para a melhoria no trânsito, o desenvolvimento da região de Ceilândia e Taguatinga, bem como para a redução de gasto com aluguel. O governo paga R$ 168 milhões por ano com locação de prédios. A estimativa de economia dentro de 60 meses após a ocupação total é de R$ 1 bilhão.




















