Tarado do Parque ofereceu R$ 1 mil para transar com jovem que tem transtorno mental

De acordo com as investigações conduzidas pela PCDF, número de vítimas de João Batista subiu para 11. Veja casos

atualizado 09/10/2020 11:17

tarado do parqueReprodução/PCDF

A quantidade de vítimas de João Batista Alves Bispo, 41 anos, subiu para 11 na tarde desta quinta-feira (8/10). Segundo informações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em um dos casos, o homem, conhecido como Tarado do Parque, ofereceu R$ 1 mil para transar com um jovem de 18 anos diagnosticado com transtorno mental. A mãe da vítima descobriu o assédio e denunciou o suspeito.

O episódio ocorreu em 2013, um indicativo de que João Batista age há muitos anos. Segundo os investigadores, na época, foi instaurado inquérito policial por estupro de vulnerável, contudo, nesse caso, ele acabou absolvido.

Segundo o delegado chefe da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), Marcelo Portela, o acusado tinha um modus operandi: obtinha a confiança das vítimas para, depois, dopá-las e abusar sexualmente delas. Em muitos casos, ele ainda roubava os pertences.

“Temos convicção de que ele vai passar longos anos na cadeia. As vítimas são todas do sexo masculino”, disse.

Apuração feita pelo Metrópoles aponta que João Batista atua desde 2008, quando abusou de um adolescente, na época com 16 anos. Para concretizar a violência sexual, o suspeito pediu ajuda para mudar uns móveis. Já em 2010, o tarado tentou fazer mais uma vítima, mas essa conseguiu escapar.

Em pelo menos dois casos as vítimas abriram inquérito, mas depois desistiram de dar prosseguimento. Um deles, em 2017, quando um jovem de 18 anos foi abusado em Planaltina. E, o segundo, em 2018, envolvendo um outro rapaz de 22. Nos dois casos, João Batista dopou os homens.

Em janeiro deste ano, o acusado teria matado uma vítima por overdose ao exagerar na dose do remédio. O criminoso usou o celular dela por alguns meses e a polícia encontrou o tênis do homem no apartamento de João Batista. Além desse crime, o Tarado do Parque teria feito pelo menos mais seis vítimas só em 2020.

Mexicano

Em janeiro, um mexicano de 25 anos foi roubado e abusado pelo criminoso. Já em março, ele estuprou um jovem de 16 anos após oferecer emprego em uma pizzaria e receber o currículo do rapaz. A vítima acordou com sangramento no ânus e o caso foi registrado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Em maio, há indícios de o acusado ter violentado e roubado um homem também no Parque da Cidade. A vítima chegou a ficar hospitalizada com o maxilar fraturado.

Dois meses depois, João Batista teria roubado o celular de um homem de 36 anos, mas não houve abuso sexual.

Porém, em agosto, ele voltou a atacar, dessa vez na área externa do Shopping Conjunto Nacional. Além da violência, contra um homem de 37 anos, ele roubou da vítima sua motocicleta, celular, jaqueta e carteira.

Em outro caso, um homem de 32 anos teve seu celular roubado, mas alega não ter sido abusado pelo maníaco.

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