SSP-DF orienta famílias de desaparecidos a não divulgar nº de celular

Segundo a Secretária de Segurança Pública, os contatos devem ser concentrados nos órgãos de segurança, como a PCDF e a PMDF

atualizado

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Durante o lançamento do Plano de Ação Integrado para Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) divulgou uma orientação para famílias e conhecidos de desaparecidos: não divulguem o telefone pessoal nas buscas.

Segundo a pasta, pessoas mal-intencionadas podem usar o número para aplicar golpes, explorando a dor das vítimas, e até atrapalhar as investigações.

Segundo o subsecretário de Políticas Públicas de Segurança, Jasiel Fernandes, ao divulgar o telefone, familiares e amigos buscam ser as primeiras a receber informações sobre o ente desaparecido, mas acabam se fragilizando e ficando à mercê de golpistas.

Da mesma forma como fazem nos golpes por telefone, os criminosos buscam maneiras de lucrar com a dor das famílias das pessoas desaparecidas, tentando imitar a voz do ente desaparecido ou cobrando dinheiro em troca de supostas informações para a localização.

Ele lembrou de um caso ocorrido no Guará (DF) de um rapaz que foi encontrado morto à beira de um riacho. Antes do desfecho, a família divulgou a foto dele e o número de celular de parentes.

“Usaram no Instagram a foto dele com a mensagem: ‘Nós da família estamos tristes e não temos condições de fazer o enterro dele. Esse é nosso número de Pix’. Passou um tempo e a família entrou em contato com a polícia dizendo que não estava pedindo dinheiro”, contou.

“As famílias que têm parentes desaparecidos ficam desesperadas. Elas vendem tudo o que têm para ir atrás dos seus parentes. É desesperador a dor que elas sentem”, completou.

Por isso, os contatos devem ser concentrados nos órgãos de segurança, a exemplo da Polícia Civil (PCDF) e da Militar (PMDF).

Localizou? Avise a Polícia

De acordo com Fernandes, após a localização dos desaparecidos, as famílias devem comunicar as autoridades imediatamente.

“Se a pessoa desaparecer, a Polícia Civil fará buscas, diligências. A Polícia Militar também estará procurando. Se a pessoa voltou para casa e você não informou, todo mundo continua procurando”, afirmou.

“Imagina que essa pessoa voltou para casa. E uma outra pessoa continua desaparecida. Nós não temos efetivo suficiente para tantas diligências”, argumentou.

Segundo o subsecretário, o serviço de buscas segue critérios de prioridades. À medida que as pessoas são localizadas, abre-se possibilidade para as equipes concentrarem esforços em casos ainda não solucionados.

Ruptura da rotina

Atualmente, a taxa de registro de desaparecimento em até 24 horas é de 43% no DF. Mas, de acordo com Fernandes, o ideal é o registro imediato, logo após a quebra de rotina.

“É preciso acabar com o mito que a pessoa deve esperar 24 horas, 72 horas para registrar uma ocorrência de desaparecimento”, explicou.

A partir do momento em que a família não teve meios de fazer contato com pessoa, houve uma ruptura da normalidade, e o desaparecimento deve ser registrado.

Segundo o subsecretário, estudos científicos comprovam que quanto mais célere for o registro e quanto mais rápidas forem adotas as medidas de tentativa de localização, mais efetivas são as possibilidades de que essa pessoa seja localizada.

“Por exemplo, o DF é um retângulo. De qualquer ponto, você sai em aproximadamente 50 quilômetros. Se uma criança for sequestrada, em 10 minutos vai estar em certo ponto, em 20 minutos em outro, daqui a meia hora ela saiu no DF. Se você vai fazer um cerco no DF e demorar meia hora, já não alcança mais essa pessoa”, comentou.

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