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SOLIDARIEDADE

DF: mãe faz laços para crianças com câncer após filha vencer a doença

Tuany Santos começou a fazer os acessórios para que a filha pudesse usar na cabeça após a queda dos cabelos. Agora, ajuda outras meninas

06/10/2019 05:01
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DF: mãe faz laços para crianças com câncer após filha vencer a doença
DF: mãe faz laços para crianças com câncer após filha vencer a doença

Mãe de uma menina de 5 anos que enfrentou e venceu a leucemia, Tuany Santos, 28 anos, encontrou na arte uma maneira de encarar o tratamento contra o câncer da filha. Agora, Ana Letícia praticamente curada, a jovem tem concentrado esforços para produzir laços, turbantes, tiaras e lenços para que outras crianças com a doença possam melhorar a própria autoestima com os acessórios coloridos que ela produz. A enorme variedade dos itens feitos pela mãe foram fundamentais no tratamento e recuperação da filha.

Mais de um ano sem os danosos efeitos colaterais da quimioterapia, os lacinhos que antes enfeitavam a “carequinha” de Ana Letícia, segundo contou a mãe, agora amarram os cabelos cacheados e castanhos da pequena. Desde que se recuperou, Ana pôde voltar a frequentar a escola, onde cursa o ensino infantil, além de outras atividades culturais e esportivas.

Por cada acessório produzido, Tuany cobra um valor simbólico, que varia de R$ 3 a R$ 20, sendo o mais caro, o turbante. Desempregada, ela deseja transformar a produção em negócio e sustentar as duas filhas com a venda dos produtos.

“Eu tinha acabado de ser contratada para ser atendente em um restaurante no aeroporto, ainda estava no período de experiência quando recebi o diagnóstico. O tratamento dela exigia cuidados exclusivos e eu tive de pedir demissão para cuidar da minha filha”, conta Tuany.

Com o objetivo de alavancar as vendas, a artista criou a marca Lelê Laços, fez perfil no Instagram, definiu a identidade visual e embalagem, tudo isso com a ajuda de amigos.

Parte da divulgação ocorre nos grupos de WhatsApp de mães de pacientes do Hospital da Criança, onde Ana Letícia se tratou e faz o acompanhamento. Pela rede social, ela recebe encomenda dos acessórios infantis, mas também adapta os tamanhos para adultos.

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Agora, ela precisa fazer o acompanhamento de 15 em 15 dias
Ana Letícia passou quase um ano na luta contra a leucemia
Ana Letícia e a mãe, Tuany
Ana Letícia com grupo de heróis durante festa da Abrace no Hospital da Criança
Ana Letícia durante aula de balé
Laços, tiaras e turbantes feitos pela mãe amenizaram o trauma da queda dos cabelos
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Laços, tiaras e turbantes feitos pela mãe amenizaram o trauma da queda dos cabelos

Arquivo Pessoal
Agora, ela precisa fazer o acompanhamento de 15 em 15 dias
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Agora, ela precisa fazer o acompanhamento de 15 em 15 dias

Arquivo Pessoal
Ana Letícia passou quase um ano na luta contra a leucemia
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Ana Letícia passou quase um ano na luta contra a leucemia

Arquivo Pessoal
Ana Letícia e a mãe, Tuany
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Ana Letícia e a mãe, Tuany

Arquivo Pessoal
Ana Letícia com grupo de heróis durante festa da Abrace no Hospital da Criança
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Ana Letícia com grupo de heróis durante festa da Abrace no Hospital da Criança

Arquivo Pessoal
Ana Letícia durante aula de balé
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Ana Letícia durante aula de balé

Arquivo Pessoal

Tuany diz que os primeiros sintomas da doença foram febres sem causa aparente. Depois, apareceram algumas manchas pelo corpo e a menina passou a vomitar. Ana chegou a receber o diagnóstico de dengue, logo derrubado pela consulta seguinte ao médico. Durante um atendimento no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a equipe suspeitou que ela estava com leucemia e a encaminhou para o Hospital da Criança, referência em oncologia pediátrica.

“Eu comecei fazendo para ela, que estava carequinha. Aprendi como fazer esses acessórios com vídeos no YouTube, comprei os materiais no Taguacenter e comecei a produzir. Na época, tive de pedir demissão e trancar a faculdade de fisioterapia porque o tratamento exigia muito dela.”

Para a artista, uma renda extra de R$ 1 mil com a venda dos artigos seria o suficiente para melhorar a condição financeira da família, que mora na Cidade Estrutural. “É muito gratificante – e digo isso porque vivi essa sensação com a minha filha – quando a criança coloca o turbante ou o laço e, imediatamente, se sente mais bonita. A gente vê que a feição muda na hora. Elas colocam, se olham no espelho e sorriem. Isso é muito emocionante e não tem dinheiro que compre”, afirma.

Confira o trabalho da artista neste link.