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Sinpol-DF diz que advogado detido desobedeceu policiais em delegacia

Durante atendimento a cliente, advogado foi exposto a gás de pimenta, detido e algemado; termo circunstanciado foi registrado

atualizado

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Policiais e advogado - Metrópoles
1 de 1 Policiais e advogado - Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) se manifestou a respeito da confusão envolvendo um advogado que foi detido por agentes da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) enquanto atendia um cliente na última segunda-feira (2/3).

Por meio de nota, o Sinpol-DF prestou apoio aos policiais civis que estavam de serviço no momento da ocorrência. 

“O Sinpol-DF ressalta que a atuação dos policiais civis deve ser analisada com base nas circunstâncias concretas do momento, levando em consideração a necessidade de manutenção da ordem, da segurança da unidade policial e da integridade física de servidores, custodiados e demais presentes”, afirmou a entidade.

Segundo o sindicato, a intervenção policial ocorreu em um contexto de contenção de um custodiado considerado agressivo. “Situação que demandou a adoção de protocolos de segurança dentro da unidade policial, incluindo o uso de spray de pimenta e a orientação para desocupação da área por pessoas que não integravam a equipe responsável pela ocorrência”, diz a nota.

A confusão foi filmada e viralizou nas redes sociais. Veja:

 

A entidade também defendeu que todas as circunstâncias sejam devidamente apuradas pelos órgãos competentes, com a análise completa dos fatos, das imagens e dos registros funcionais da ocorrência.

“Nesse processo, também é essencial que eventuais informações relacionadas ao histórico e à identificação correta dos envolvidos sejam verificadas de forma técnica pelos órgãos responsáveis, evitando conclusões precipitadas e assegurando que a apuração se baseie em dados confirmados”, ressaltou o sindicato.


Entenda o caso

  • O advogado Cláudio Martins Lourenço estava na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), na noite de segunda-feira (2/3), atendendo um cliente detido, que teria sofrido agressões dentro do local.
  • Durante a contenção do preso, a polícia utilizou gás de pimenta, e o advogado acabou exposto indiretamente, sem ser alvo direto da ação.
  • Cláudio não deixou imediatamente a área, afirmando que estava em local de trabalho e exercendo a função profissional.
  • Por não obedecer à ordem e devido à presença de outros detidos perigosos, o advogado foi detido e algemado.
  • Um Termo Circunstanciado foi registrado contra Cláudio.

Reações e medidas

A OAB-DF informou que, desde o primeiro momento, está tomando todas as medidas junto às autoridades competentes. “As prerrogativas da advocacia não são privilégios; são garantias fundamentais para que os advogados possam defender os cidadãos e assegurar que a justiça seja cumprida. Não aceitaremos que sejam violadas”, afirmou o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira.

A entidade reforçou que acompanhará o caso de perto, garantindo que os responsáveis sejam responsabilizados e que o respeito à advocacia seja mantido.

A Corregedoria da Polícia Civil do DF conduzirá a investigação administrativa, enquanto a ocorrência policial permitirá a apuração criminal. O Governo do Distrito Federal (GDF) afirmou que acompanhará todas as etapas do caso até a conclusão das investigações.

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