Ibaneis ordena investigação após advogado ser detido em delegacia. Veja vídeo
Durante atendimento a cliente, advogado foi exposto a gás de pimenta, detido e algemado; termo circunstanciado foi registrado
atualizado
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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, determinou, nesta terça-feira (3/3), a investigação imediata sobre a conduta dos policiais civis que detiveram um advogado, identificado como Cláudio Martins Lourenço, enquanto ele atendia um cliente na 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte (DF).
O defensor acabou sendo exposto a gás de pimenta durante uma confusão na delegacia causada após descumprir uma ordem dos policiais para deixar o interior da DP.
O episódio registrado em vídeo foi classificado por Ibaneis como grave. O governador do DF determinou a abertura de uma ocorrência policial e de um procedimento na Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), para a apuração dos fatos.
“Atuei como vice-presidente e presidente da OAB-DF, além de presidir a Comissão de Prerrogativas. Tenho compromisso histórico com a defesa das prerrogativas da classe, e a apuração será rápida e rigorosa. Se houver irregularidades, os responsáveis serão punidos”, disse o governador.
O caso também está sendo acompanhado pela Diretoria de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal.
Entenda o caso
- O advogado Cláudio Martins Lourenço estava na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), na noite dessa segunda-feira (2/3), atendendo um cliente detido, que teria sofrido agressões dentro do local.
- Durante a contenção do preso, a polícia utilizou gás de pimenta, e o advogado acabou exposto indiretamente, sem ser alvo direto da ação.
- Cláudio não deixou imediatamente a área, afirmando que estava em local de trabalho e exercendo a função profissional.
- Por não obedecer à ordem e devido à presença de outros detidos perigosos, o advogado foi detido e algemado.
- Um Termo Circunstanciado foi registrado contra Cláudio.
Reações e medidas
A OAB-DF informou que, desde o primeiro momento, está tomando todas as medidas junto às autoridades competentes. “As prerrogativas da advocacia não são privilégios; são garantias fundamentais para que os advogados possam defender os cidadãos e assegurar que a justiça seja cumprida. Não aceitaremos que sejam violadas”, afirmou o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira.
A entidade reforçou que acompanhará o caso de perto, garantindo que os responsáveis sejam responsabilizados e que o respeito à advocacia seja mantido.
A Corregedoria da Polícia Civil do DF conduzirá a investigação administrativa, enquanto a ocorrência policial permitirá a apuração criminal. O governo afirmou que acompanhará todas as etapas do caso até a conclusão das investigações.
