Os bastidores das notícias, e os principais personagens, que movimentam a política do Distrito Federal

Servidores da Saúde ocupam secretaria contra fim de benefício

Manifestação ocorreu no gabinete do titular da pasta após quadro ser informado sobre decisão judicial que suspende auxílio mobilidade

atualizado 11/02/2020 15:48

Material cedido ao Metrópoles

Cerca de 400 servidores ocuparam, no início da tarde desta terça-feira (11/02/2020), o gabinete do secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto. Eles reivindicavam a manutenção da Gratificação de Movimentação (Gmov), benefício aproximadamente de 10% do valor do salário garantido a quem é lotado pela pasta em região administrativa diferente de onde reside.

Hoje, 3 mil servidores lotados na Administração Central da pasta recebem a ajuda.

Durante a manhã, em assembleia no auditório do órgão, os servidores foram comunicados sobre uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a qual determinou a suspensão do pagamento a partir do contracheque de março.

O Judiciário entendeu que a Administração Central não pode ser encarada como uma unidade de Saúde e, por isso, quem integra a parte administrativa teve a gratificação suspensa.

Mobilizados pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (SindSaúde-DF), os manifestantes decidiram subir até onde despacha o titular da pasta e reivindicar uma solução.

“A categoria, hoje, se envolveu na luta, sabe o que quer e quer a questão da Gmov resolvida. Conseguimos fazer acontecer, provocamos o secretário, que estava em outra reunião, e veio com sua equipe receber os servidores e se comprometer com o pleito”, explicou a presidente da entidade, Marli Rodrigues.

Segundo ela, Okumoto conversará pessoalmente com o secretário de Economia, André Clemente, para defender a manutenção da gratificação e buscar uma saída para o problema. A solução seria o envio de um projeto de lei específico para regularizar o benefício.

Procurada pela coluna, a Secretaria de Saúde informou que “o secretário Osnei Okumoto recebeu a presidente do Sindsaúde, Marli Rodrigues, juntamente com os servidores da Administração Central e se comprometeu a conversar com o governo e Câmara Legislativa, de forma que a lei seja alterada para garantir a manutenção da gratificação de movimentação a esses servidores”.

Veja o vídeo:


Gata

A manifestação ocorre em meio à campanha da entidade que representa a categoria para o pagamento da terceira parcela da Gratificação de Atividade Técnica-Administrativa (Gata). Ao Metrópoles, o secretário André Clemente informou que a recomposição foi calculada no mês de janeiro e, agora, aguarda disponibilidade financeira para o pagamento.

O benefício é garantido por lei aos servidores de nível médio da Secretaria de Saúde, porém faltava previsão de gastos do Governo do Distrito Federal (GDF). O benefício foi incluído na Lei Orçamentária Anual de 2020, aprovada pela Câmara Legislativa (CLDF) durante a última sessão do ano realizada pela Casa antes do recesso parlamentar.

Segundo o Palácio do Buriti, ‭29.311 servidores terão direito à incorporação. Desse total, 18.360 são ativos e os outros 10.951, inativos. Para ficar em dia com a categoria, o GDF precisará de uma reserva anual no orçamento de, pelo menos, R$ 545 milhões.

De acordo com o o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (SindSaúde), a gratificação é pauta da categoria há pelo menos 11 anos.

“Durante essa árdua luta, fomos do céu ao inferno várias vezes e tivemos que, inclusive, derrotar um governo para continuarmos vivos e na luta”, afirmou Marli Rodrigues, presidente da entidade. “Agora, construímos um caminho para o pagamento da última parcela da Gata, que é o cumprimento de uma lei”, completou a sindicalista.

Mais lidas
Últimas notícias