Sem nova proposta do GDF, professores defendem manutenção da greve

Negociações entre governo e docentes ainda não avançou. Nesta quinta, categoria votará, em assembleia, a mesma proposta já recusada na terça

atualizado

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1 de 1 professores assembleia greve - Foto: Michael Melo/Metrópoles

Um dia depois de decidirem em assembleia permanecer em greve e garantir a manutenção do apoio de deputados distritais na interlocução com o Buriti, os professores da rede pública não receberam qualquer proposta nova do Executivo na reunião de negociação realizada na manhã desta quarta-feira (5/4).

O Governo do Distrito Federal mantém a oferta, recusada pela categoria na assembleia da terça (3/4), de garantir o pagamento em atraso das licenças-prêmio dos educadores, e de outras categorias do funcionalismo público do DF, com um recurso total de R$ 100 milhões. Aumentos salarial e no valor de benefícios, além do pagamento da última parcela do reajuste concedido em 2013, estão fora de questão. Assim, a perspectiva é de que a greve dos educadores, deflagrada em 15 de março, siga por tempo indeterminado, mesmo com o movimento sendo considerado ilegal pela Justiça.

“O governo manteve a mesma posição, reafirmando a sua pouca responsabilidade com a Educação. Já estamos no 22º dia de greve e o governo se mantém como no início. Estamos abertos a dar continuidade à negociação para que se encontre uma alternativa”, destacou a diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) Rosilene Correa.

“Os R$100 milhões para pagamentos de pecúnias está mantido, porém isso não atinge a totalidade da categoria e não é a solução para o impasse da greve”, acrescentou a sindicalista.

Nenhum representante do GDF se pronunciou após o encontro com a comissão de professores. em nota divulgada no período da tarde, o governo afirmou ter recebido a diretoria do Sinpro-DF pela 12ª vez, na “tentativa de um acordo para por fim à greve de parcela da categoria.” Segundo o texto, o Executivo reiterou as seguintes propostas aos professores:

– Pagamento de R$ 100 milhões de pecúnias a todos os servidores públicos do Distrital Federal, que beneficiará os professores que representam cerca de um terço do total;

– Compromisso de que o Governo de Brasília não adotará a nova lei de terceirização aprovada recentemente pelo Congresso Nacional na atividade fim da educação;

– Compromisso de que não encaminhará qualquer proposta de reforma previdenciária do funcionalismo distrital sem antes uma ampla discussão com toda a sociedade brasiliense.

  • – O pagamento da reposição dos dias parados ocorrerá de acordo com a reposição das aulas, mês a mês.

“O Governo comunicou aos representantes sindicais dos professores que não tem como atender as demais reivindicações da categoria pela reconhecida situação crítica das finanças públicas do Distrito Federal”, conclui a nota oficial.

Distritais
Cumprindo a promessa feita na manhã de terça-feira aos professores que foram até a Câmara Legislativa em busca de apoio de parlamentares, cinco distritais se reuniram ainda na terça com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para discutir a paralisação. Os deputados Reginaldo Veras (PDT), Ricardo Vale (PT), Wasny de Roure (PT), Chico Vigilante (PT) e Joe Valle (PDT), presidente da CLDF, deixaram o Buriti considerando a reunião “produtiva”.

“O governador estava receptivo e reconheceu que os professores merecem um tratamento diferenciado. Nós pedimos para que ele apresente alguma proposta mais palpável à categoria e oferecemos sugestões, que ele prometeu levar em consideração. Vamos torcer para que amanhã (quarta-feira) saia algo concreto e a greve chegue ao fim”, declarou o também professor Reginaldo  Veras após a conversa com Rollemberg. Sua previsão não se confirmou.

A assembleia dos professores está marcada para as 9h30 desta quinta, na Praça do Buriti. Na última terça, cerca de 2 mil docentes votaram, no mesmo local, pela manutenção da paralisação, que contava com adesão de 60% da categoria, segundo o Sinpro-DF.

 

 

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