Professores decidem manter greve. São 23 dias sem aula no DF
De acordo com o Sinpro-DF, 60% dos docentes aderiram ao movimento. Categoria cobra reajuste salarial e pagamento de benefícios
atualizado
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Após 23 dias de paralisação, os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal decidiram continuar com a greve que começou no dia 15 de março. A assembleia ocorreu na manhã desta quinta-feira (6/4), em frente ao Palácio do Buriti. A categoria volta a se reunir na próxima terça-feira (11/4).
Segundo o diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) Samuel Fernandes, os docentes exigem o que está na lei e não aceitarão a retirada dos direitos conquistados pela categoria. “A proposta do GDF é insuficiente e não contempla as nossas reivindicações”, afirmou.
De acordo com ele, embora o processo de negociação tenha começado a fluir, a proposta precisa ser materializada e, em seguida, submetida à assembleia.
Na manhã de quarta (5), os docentes se reuniram com o Executivo para uma nova rodada de negociação, mas não houve acordo. Os servidores cobram reajuste salarial de 18%, melhores condições de trabalho, reposição do tíquete-alimentação e, principalmente, o pagamento da última parcela do aumento aprovado em 2013.Em 27 de março, a greve foi considerada ilegal pela Justiça. A decisão também autorizou o corte de pagamento dos dias em que os docentes não deram aula. Em caso de desrespeito, a multa prevista é de R$ 100 mil por dia. A ação contra a paralisação foi ajuizada pelo Governo do Distrito Federal. O Sindicato dos Professores entrou com recurso.
Transtornos
Em nota, o GDF afirmou que as propostas já foram colocadas na mesa de negociação e que haverá desconto para professores que se ausentarem das salas de aula. Ainda de acordo com o Executivo, “o montante a ser pago em pecúnias na ordem de R$ 100 milhões sempre se referiu a todos os servidores e não apenas aos professores, que representam cerca de um terço do total de beneficiados”.
De acordo com o Sinpro-DF, cerca de 60% da categoria aderiu à greve. O movimento grevista atingiu seu ápice no dia 29 de março, quando os servidores tentaram invadir o Palácio do Buriti e fecharam todo o trânsito no Eixo Monumental.
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