Greve do Metrô-DF não tem prazo para acabar

Representantes de servidores e direção da estatal não entraram em acordo sobre o abono de faltas para quem aderiu ao movimento paredista

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 02/07/2019 9:28

A audiência de conciliação realizada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT 10) entre a Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) e o sindicato da categoria, mais uma vez, não chegou a um consenso. Prestes a completar dois meses de greve, os representantes de servidores e a direção da estatal não entraram em acordo, principalmente na questão do abono de faltas para quem aderiu à greve. O Sindicato dos Metroviários (Sindmetro) defende que a companhia pague na totalidade pelos dias parados, mas a empresa propôs a compensação. O sindicato irá analisar a proposta. Procurada, a estatal decidiu não se pronunciar.

A falta de acordo entre os servidores e a direção do Metrô-DF já dura 60 dias. Recentemente, o TRT prorrogou, pela segunda vez, a vigência do acordo coletivo dos metroviários. A decisão foi publicada no sábado (29/06/2019), pelo desembargador Brasilino Santos Ramos, e garante benefícios à categoria, como auxílio-alimentação e plano de saúde, até o julgamento do dissídio, ainda sem data marcada.

Em 30 de maio, o TRT 10 havia prorrogado por 30 dias os efeitos do acordo coletivo para evitar a perda de direitos dos trabalhadores em razão do movimento paredista. Na ocasião, o tribunal determinou que a Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) estaria sujeita à multa de R$ 10 mil por funcionário que tivesse os benefícios negados. Desta vez, a multa caiu para R$ 5 mil.

Ainda não existe um dia certo para o dissídio ser julgado, pois os desembargadores do trabalho esperam que o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) emita um parecer sobre a questão. Conforme o diretor administrativo do Sindicato dos Metroviários (Sindmetro), a expectativa é ter uma definição em duas semanas. “Não existe mais qualquer negociação com o Metrô. As duas partes entraram com dissídio. Então, o destino da greve agora está nas mãos da Justiça”, explica.

Veja a ata da audiência:

Audiência de conciliação Greve do Metrô by Metropoles on Scribd

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