Sem acordo com Metrô-DF, trabalhadores decidem manter greve

Negociações com a empresa nesta quinta-feira não avançaram e uma nova audiência foi marcada para segunda-feira. Movimento, iniciado em 2 de maio, completou 35 dias

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 06/06/2019 20:39

Os metroviários do Distrito Federal decidiram manter a greve. A decisão foi tomada durante audiência de mediação entre a categoria e a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), pois não houve acordo. A sessão ocorreu na presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), na tarde desta quinta-feira (06/06/2019), dia em que a paralisação completou 35 dias.

Na tentativa de acabar com a greve, o Metrô-DF entrou com pedido de dissídio na Justiça. Uma nova audiência foi marcada para a segunda-feira (10/06/2019).

De acordo com a diretora de Comunicação do Sindmetrô, Renata Campos, a falta de um representante do GDF na reunião foi fundamental para que as conversas não avançassem. “Tentamos negociar, mas sem todas as partes envolvidas, fica difícil.”

Já o Metrô-DF publicou nota após a audiência. Segundo a companhia, foi aceita a sugestão da presidente do TRT-10, desembargadora Maria Regina Guimarães, de propor a suspensão dos descontos dos salários dos funcionários em greve e a devolução dos valores, com a condição de o sindicato interromper a manifestação até o final das negociações.

“No entanto, não houve acordo e foi designada nova reunião para a próxima segunda-feira [10/06/2019], às 9h, com a presença de representantes do GDF. Até lá o sindicato informará se aceita a suspensão do movimento. A empresa ingressou com dissídio de greve, solicitando que a Justiça do Trabalho julgue a abusividade ou não do movimento”, afirma a empresa.

As negociações começaram nessa quarta-feira (05/06/2019), por determinação da desembargadora Maria Regina Machado Guimarães. Na ocasião, o advogado do sindicato resumiu as demandas da categoria em cinco itens.

O principal é a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) por dois anos. Além disso, os trabalhadores pediam a formalização da jornada de seis horas nos contratos dos pilotos e o pagamento do retroativo referente ao reajuste salarial de 8,4% previsto nos ACTs 2015/2017 e 2017/2019.

“Pedimos também uma multa pelo descumprimento da liminar que conseguimos. O TRT manteve nossos benefícios, e o Metrô atrasou o pagamento”, afirmou a diretora de Comunicação do Sindmetrô, Renata Campos.

Além dos pontos que já vinham sendo reivindicados, Renata diz que outras duas questões entraram na pauta. “Queremos os dias da paralisação abonados e que os descontos que já foram realizados, ilegalmente, sejam desfeitos.”

Benefícios

Em um eventual fim do ACT sem acordo, os trabalhadores do Metrô perdem uma série de benefícios. Entre eles, auxílio-alimentação, auxílio-creche, indenização de transporte e plano de saúde. Com os 1.274 funcionários sem trabalhar em sua plenitude, o Metrô-DF calcula prejuízo de quase R$ 4 milhões.

Durante a greve, a companhia tem colocado em circulação 18 dos 24 trens nos horários de pico, que vai das 6h às 8h45; e das 16h45 às 19h30, de segunda a sexta-feira. Nos demais momentos, a população conta com quatro ou cinco composições.

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