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Servidor ameaça matar diretor de presídio no DF: “Vai pagar, filho da puta”

O policial penal ficou indignado por ser transferido para uma unidade em que os presos infectados pelo novo coronavírus são tratados

atualizado

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EBC/Memória
Centro de Progressão Penitenciária (CPP)
1 de 1 Centro de Progressão Penitenciária (CPP) - Foto: EBC/Memória

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu investigação para apurar uma ameaça de morte feita por um servidor do sistema penitenciário contra o diretor do Centro de Progressão Penitenciária (CPP).

No áudio enviado pelo agente para um grupo de WhatsApp formado por policiais penais da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), o funcionário público afirma que irá matar o chefe do CPP, José de Ribamar da Silva.

Descontrolado, o servidor lotado na Gerência de Apoio ao Interno do CPP faz um relato antes de iniciar as ameaças. “Olá, meus amigos e meus caros inimigos, porque aqui tem muito no grupo, entendeu? Estou indo para uma missão sem volta. Estava fazendo um serviço num imóvel meu e voltei agora do almoço. Quando eu estava fazendo o serviço, recebi uma ligação da minha chefia informando que eu seria transferido, está certo?”, assinalou, em tom de desabafo.

A indignação do policial penal surgiu quando ele tomou conhecimento de que seria lotado em uma unidade em que são tratados internos infectados pela Covid-19. O local está sendo chamado de CDP II. “Vão me transferir para aqueles novos CDPs, com coronavírus. Eu não tenho problema em ser transferido, o problema é o coronavírus, porque tenho filho, entendeu?”, esbravejou.

Ouça o áudio:

Investigação

Em seguida, o servidor, ainda mais transtornado, diz estar partindo para uma “missão sem volta” e que pretende acertar contas com o titular do Centro de Progressão Penitenciária. “Estou indo agora numa missão sem volta. A direção do CPP vai pagar caro. Senhor Ribamar, o senhor vai pagar, sua família vai sofrer, porque eu vou lhe matar na frente do CPP, viu, seu filho da puta?!”

A Polícia Civil, por meio da 8ª Delegacia de Polícia (SIA), instaurou inquérito a fim de apurar o episódio. O servidor que gravou o áudio chegou a ser procurado pelos investigadores, mas não foi localizado. Acionadas pelo Metrópoles, a Sesipe e a Secretaria de Segurança informaram que as medidas cabíveis foram tomadas, como abertura de procedimento administrativo e registro de ocorrência na PCDF.

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