Papuda: Ibaneis anuncia construção de 2 blocos para presos com coronavírus

Complexo no Centro de Detenção Provisória poderá receber até 400 internos. Espaço também será usado para diagnosticar doentes

atualizado 06/05/2020 15:27

A Papuda terá dois blocos exclusivos para a quarentena de detentos diagnósticos com o novo coronavírus. O governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciou a medida nesta quarta-feira (06/05), em visita ao complexo prisional.

O chefe do Executivo local anunciou a entrega de 15 mil máscaras para o sistema e verificou a situação do local.

As unidades fazem parte do projeto do novo Centro de Detenção Provisória (CDP). O projeto envolve a construção de 16 blocos com capacidade de acomodação de 200 presos cada. Ou seja, o complexo terá lugar para cuidar de 400 presos infectados.

Os blocos para os infectados devem ficar prontos nos próximos dias.

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Metade do espaço será destinada ao cuidado dos presos diagnósticos dentro do sistema. A outra será usada para os aqueles que ingressarem no sistema. Ou seja, quem entrar no sistema prisional passará por quarentena antes de ir para a cela.

De acordo com boletim da Secretaria de Saúde, divulgado na noite desta terça-feira (05/05), 290 pessoas privadas de liberdade foram diagnosticadas com o novo coronavírus, número que representa cerca de 17% de todos os casos no DF.

Durante a visita, o governador elogiou o trabalho da polícia penal durante a pandemia. Ibaneis participou, na noite de terça-feira (05/05), de reunião com o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, e o Sindicato dos Policias Penais do DF.

A partir da conversa Ibaneis decidiu que os policiais penais com familiares no grupo de risco de contaminação de Covid-19 vão poder utilizar vagas em hotéis. A ideia é proteger as famílias destes profissionais.

Também na terça-feira, a fim de conter a disseminação do novo coronavírus dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), autorizou a utilização de quatro blocos recém-construídos como área de quarentena e tratamento de novos presos.

Legado

Para os envolvidos na construção do hospital de campanha, ele ficará como legado para o sistema penitenciário, evitando, por exemplo, que os detentos precisem de se deslocar para outras unidades de saúde da cidade. “Com o hospital no próprio Complexo da Papuda, vamos reduzir o número de escoltas, podendo, assim, reduzir custos e direcionar os policiais penais para outras ações”, aposta Adval Cardoso, subsecretário do Sistema Penitenciário, Adval Cardoso.

A ideia é que pequenos procedimentos médicos sejam feitos no local. De acordo com informações da Secretaria de Saúde, serão 10 leitos de suporte avançado e 30 de enfermaria para a população carcerária com Covid-19. Tudo ficará em uma área construída de 900 metros quadrados, onde antes ficava um campo de futebol.

“Vamos aproveitar o espaço que está sendo construído numa crise e transformá-lo num modelo ideal, com mais segurança e rapidez no atendimento, o que servirá de modelo para outros estados”, aponta o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres.

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